Ações do governo federal em Santa Maria (RS) mobilizam profissionais de diversas áreas
31/01/2013 14:58 - Portal Brasil
O Ministério da Saúde deslocou a Força Nacional do SUS, aumentou as unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e abriu novos leitos de UTIs e semi-UTIs na região
Após o incêndio em uma boate, em Santa Maria (RS), diversas ações foram desenvolvidas para ajudar vítimas e familiares. Para atender às vítimas, por exemplo, o Ministério da Saúde deslocou a Força Nacional do SUS, aumentou as unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e abriu novos leitos de UTIs e semi-UTIs na região, além de disponibilizar 60 ventiladores mecânicos para as pessoas hospitalizadas que necessitam desse auxílio. A maioria das vítimas internadas, até o momento, é por inalação respiratória. Mais de 400 atendimentos médicos já foram realizados em apenas três hospitais de Santa Maria.
- Aproximadamente, 1.400 militares foram enviados ao local para diminuir os efeitos do incêndio
Em Porto Alegre, foram abertos 64 leitos de UTI e 36 leitos de Semi-UTIs, mobilizando hospitais da rede pública e privada. Houve ainda o deslocamento de cinco ambulâncias do Samu. A equipe da Força Nacional do SUS, composta por 59 profissionais, continua reforçando o trabalho feito pelas equipes permanentes dos hospitais, da Defesa Civil, dos Bombeiros e da Força Aérea Brasileira. Há ainda uma força tarefa de fisioterapeutas, que estão reforçando o atendimento.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância de as pessoas que tiveram contato com a fumaça a ficarem atentas a alguns sintomas. “A qualquer sinal de tosse, falta de ar ou cansaço é preciso que a pessoa procure um profissional de saúde. Esse é um alerta que fazemos, porque é muito comum nessas situações o desenvolvimento de um quadro de tosse e falta de ar. Isso é o que chamamos de pneumonia química. Este quadro pode se desenvolver até três dias depois do acidente”, observou o ministro.
Transplante de pele
Tecidos de bancos de pele de Pernambuco e São Paulo já foram transferidos para o Rio Grande do Sul para ajudar pacientes que necessitarão de transplante de pele ao longo do tratamento. Também foi realizado o contato com os ministros da Saúde de Cuba, Argentina, Uruguai e Peru que se comprometeram a transferir tecidos ao Brasil, caso haja necessidade. “Se for necessário, nós teremos esses bancos de pele à disposição, além de outras tecnologias, por exemplo, como produção a partir de células tronco que podem ser utilizadas, caso seja necessário”, destacou Padilha.
Forças armadas
De acordo com o Exército, a movimentação de seus efetivos militares para atendimento às vítimas da tragédia se dá em duas frentes: no Hospital de Guarnição de Santa Maria, com 120 profissionais, e no apoio em ações de logística e de segurança, em que atuam 257 militares. Foram colocadas à disposição das autoridades 51 viaturas, entre elas três ambulâncias.
Duas equipes de médicos e enfermeiros da FAB atuam na missão: uma no Hospital de Caridade, em Santa Maria, onde faz o tratamento intensivo dos pacientes e triagem daqueles que necessitam de traslado para Porto Alegre; e uma segunda que embarca nos voos de traslado, quando pelo menos um médico e um enfermeiro acompanha cada um dos pacientes.
Os feridos são levados para Porto Alegre após decisão conjunta de médicos, que avaliam a necessidade de transporte e o quadro clínico. Durante o voo, cada paciente é acompanhado por, pelo menos, um médico e um enfermeiro.
A Força Aérea também disponibilizou helicópteros H-60 Blackhawk do esquadrão aéreo de Santa Maria, quatro aeronaves para cumprir missões de UTI aérea e um C-130 Hércules para transportar médicos cirurgiões, enfermeiros e suprimentos provenientes do Hospital de Força Aérea do Galeão para o atendimento aos feridos. De acordo com a FAB, o Hospital de Aeronáutica de Canoas também foi colocado à disposição.
Doações
Apesar da tragédia, o estoque de sangue da região não foi comprometido, mas ainda assim o ministério faz campanha, desde segunda-feira (28), para que as pessoas doem sangue. “Alguns pacientes vão ficar por um período prolongado em UTI, então pode precisar de doação de sangue”, explicou o ministro.
Padilha alerta que, aqueles que desejam doar sangue devem procurar o local mais próximo de sua residência, não é necessário ir até Santa Maria para doar sangue.
Em relação a doação de mantimentos, equipamentos e insumos, Padilha pede para que as pessoas doem somente aquilo que a Defesa Civil solicitar e o local de entrega que a Defesa Civil do estado do Rio Grande do Sul solicitar.
Apoio aos familiares
Passado o primeiro momento de identificação das vítimas fatais, que acontecia no ginásio da cidade, foi feito um mapeamento de onde estão os familiares e os hospitais que ainda têm vítimas internadas. Profissionais especializados em saúde mental acompanham os familiares nos hospitais. Segundo Padilha, está sendo articulada uma rede de atendimento psicológico para os familiares e amigos e, para adequar a demanda, profissionais de Porto Alegre estão sendo deslocados para Santa Maria. Além disso, o Centro de Atenção Psicossocial de Santa Maria já está funcionando 24 horas, inclusive com atendimento de retaguarda de psiquiatria.
Fonte:
Portal Planalto
Agência Brasil
Ministério da Saúde
Ministério da Defesa


