Consumo de energia elétrica tem redução de 4,5% durante Horário de Verão
18/02/2013 08:00 - Portal Brasil
Os resultados verificados durante o período de 119 dias, entre 2012 e 2013, apontam para uma redução da demanda no horário de pico de cerca de 2.477 MW
O Horário de Verão terminou na madrugada de sábado para domingo, momento em que os relógios foram atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Distrito Federal. Os resultados verificados durante o período de 119 dias, entre 2012 e 2013, apontam para uma redução da demanda no horário de ponta da ordem de 2.477 MW, sendo 1858 MW no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, 610 MW no subsistema Sul e 9 MW no subsistema Norte, referente à participação do estado do Tocantins. A redução representa 4,5% da demanda máxima dos três subsistemas.
A aceitação da população é um dos motivos do sucesso dessa medida, afirma, em nota, a ONS (Operador Nacional do Sistema), já que é possível um melhor aproveitamento da luz natural. O horário de pico de consumo é das 18h às 21h.
No caso do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a, aproximadamente, 55% da carga no horário de pico da cidade do Rio de Janeiro (6,4 milhões de habitantes), ou a duas vezes a carga no horário de pico de Brasília (2,6 milhões de habitantes). No Sul, representa 75% da carga no horário de pico de Curitiba (1,8 milhão de habitantes). No Norte, equivale a 10% da carga no horário de pico da cidade de Palmas (228 mil habitantes).
O principal benefício da implantação do Horário de Verão é o aumento da segurança operacional, que resulta da diminuição dos carregamentos na rede de transmissão; possibilita, ainda, flexibilidade operativa para realização de manutenções em equipamentos; e redução de cortes de carga em situações de emergência neste horário.
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Neste verão, a economia de energia proporcionada pelo Horário de Verão também contribuiu para a recuperação dos reservatórios do sistema. Os 250 MWmed de redução do consumo de energia foram incorporados aos ganhos de armazenamento no período e, valorizados por um custo médio de geração térmica, representam uma despesa evitada de cerca de R$ 200 milhões.
Com a redução de demanda decorrente da aplicação permanente do Horário de Verão, o custo evitado de investimento para a construção de térmicas a gás natural para atendimento à ponta é da ordem de US$1,9 bilhões ou R$3,5 bilhões.
Horário de Verão
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o Horário de Verão foi criado por Benjamin Franklin, em 1784, nos Estados Unidos. Ele percebeu que durante alguns meses o sol nascia antes das pessoas se levantarem. Então, se os relógios fossem adiantados em uma hora, a luz do dia poderia ser melhor aproveitada e, ainda, haveria economia de velas (já que naquela época não havia energia elétrica). Na época, ninguém se interessou pela ideia.
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