Pequenos varejistas comercializaram mais de 450 toneladas em 2012
21/02/2013 17:28 - Portal Brasil
Com os preços dos produtos mais acessíveis, os consumidores locais também se beneficiaram
Mais de 190 mil famílias de pequenos varejistas do País foram beneficiadas entre janeiro e dezembro de 2012 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os integrantes da Rede de Fortalecimento do Comércio Familiar de Produtos Básicos (Refap), comercializaram mais de 450 toneladas de produtos a preços acessíveis durante o período.
A Refap é coordenada pela Conab e faz parte de uma associação voluntária, que tem o objetivo de ajudar varejistas dos diversos estados do Brasil a se organizarem em Centrais de Negócios para aprenderem a atuar com base no empreendedorismo e no associativismo.
A ideia é contribuir para a modernização e o fortalecimento desses pequenos centros comerciais e aumentar a sua competitividade junto aos grandes mercados. Por outro lado, os preços mais acessíveis dos produtos beneficiam também os consumidores locais.
Estados em destaque
O estado que mais se destacou no âmbito da Refap, ao longo de 2012, foi Pernambuco, cujos varejistas integrantes da Rede tiveram mais de 174 toneladas de produtos vendidos, beneficiando cerca de 41 mil famílias. Em segundo lugar vem a Paraíba, com cerca de 155 toneladas de produtos comercializados e mais de 100 mil famílias beneficiadas.
Durante todo o ano passado, a Refap recebeu a filiação de 413 novos varejistas, sendo a maioria de Pernambuco (142), seguido da Paraíba (95) e Piauí (77), entre outros. Também houve a formação de oito novas centrais e mais 11 davam início ao processo de criação.
Refap
A função básica da Refap é induzir e promover a disseminação e aplicação de conceitos do associativismo, visando reunir grupos de unidades varejistas em Centrais de Negócios. A sua execução é realizada por meio das unidades operacionais da Conab, instaladas nas diversas Unidades Federativas, contando com a participação e co-participação de:
-empreendimentos comerciais de pequeno porte, localizados em áreas que abrigam populações não suficientemente assistidas e que operam com a venda de produtos da linha básica de consumo;
-indústrias, cooperativas, distribuidores e produtores, com atuação local, regional ou nacional, que praticam vendas no atacado de produtos, que compõem a linha de comercialização das unidades varejistas filiadas à rede (co-participantes);
-entidades públicas e as de interesse social, com atuação nas áreas de capacitação, suporte comercial e crédito (co-participantes).
A expectativa, como impactos diretos, é contribuir para o fortalecimento das unidades varejistas filiadas, a partir da sua expansão e qualificação empresarial apoiadas na cooperação mútua (associativismo); melhoria dos canais de suprimento de produtos básicos às comunidades circunvizinhas, com a oferta de produtos com qualidade e a preços compatíveis com o mercado; e, expansão do comércio local, com reflexo nos níveis de arrecadação e emprego do município.
Fonte:
Conab


