Mutirão beneficia pacientes que necessitam de cirurgia na coluna
26/02/2013 14:40 - Portal Brasil
A meta da ação é operar cerca de 20 pacientes que aguardam na fila por cirurgia
- O agendamento das consultas será feito por sistema informatizado disponível em todas as unidades de saúde do Rio de Janeiro
Nessa segunda-feira (25) começou o segundo mutirão de cirurgias promovido pela nova gestão do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), vinculado ao Ministério da Saúde e tem sede no Rio de Janeiro (RJ). O primeiro ocorreu na semana anterior ao Carnaval e atendeu 107 pacientes que necessitavam de prótese de quadril.
Desta vez, será feito um mutirão para cirurgias de coluna. Durante toda a semana, até o dia 1º de março, a meta é operar 20 pacientes com escoliose, disse o coordenador do Centro de Cirurgia de Coluna, Luiz Cláudio Schettino. A iniciativa vai reduzir para 900 o número de pacientes com escoliose que aguardam na fila de cirurgias.
O Centro de Doenças da Coluna do Into tem 29 tipos de procedimentos diferentes de alta complexidade. Nesse primeiro mutirão da coluna, a direção optou por atender portadores de escoliose, que é um desvio da coluna vertebral. Segundo informou Schettino, trata-se de cirurgias grandes, de longa duração, porque a doença abrange, às vezes, a coluna inteira, o que obriga a realização de até três procedimentos.
Atualmente, aguardam na fila do Into 4.861 pacientes com vários tipos de doença da coluna vertebral. A maioria das cirurgias no mutirão de coluna que começou nessa segunda-feira é constituída por adolescentes com escoliose. Schettino explicou que o momento de grande risco de piora de progressão da escoliose é na infância e na adolescência. "A progressão da escoliose está diretamente relacionada ao potencial de crescimento. Quanto mais rápido cresce a criança, mais rapidamente também pode avançar a doença”.
A escoliose costuma evoluir sem causar dor ou incapacidade na criança e no adolescente, por isso os ortopedistas ressaltam a importância de diagnosticar precocemente a doença.
O hospital está fazendo um rodízio de mutirões de cirurgias, mas ainda não está definido qual será o próximo. No total, são 15 subespecialidades no Into. Os que apresentam maior número de pacientes na fila são os problemas de quadril, joelho e coluna.
Schettino disse que um mutirão como esse costuma mobilizar uma equipe maior para poder fazer funcionar tantas salas de cirurgia ao mesmo tempo. Na quinta-feira (21), durante reunião para fechar detalhes do mutirão, o médico foi surpreendido por 22 funcionários que procuraram a organização e se disponibilizaram a ajudar.
O Into tem atualmente nove cirurgiões de coluna. Schettino disse que as equipes têm também médicos estagiários que fazem especialização no hospital, além de residentes e profissionais que foram formados em coluna dentro do hospital e que trabalham em outros locais. Englobando cirurgiões, enfermeiros e auxiliares, 40 profissionais estarão mobilizados para o mutirão de coluna.
Mutirão
Para auxiliar o grande volume de cirurgias, o Into realiza campanha interna para incentivar a doação de sangue e solicita a funcionários, familiares e voluntários que se dirijam ao Hemorio para doar e informar o nome da instituição que seja beneficiada.
O Centro de Coluna realiza 29 tipos diferentes de procedimentos de alta complexidade, perfazendo cerca de 300 cirurgias por ano. Pacientes com casos mais graves - risco de paraplegia, tumores ósseos e infecções - podem ser transferidos de outros hospitais.
Escoliose
A escoliose é um desvio anormal da coluna vertebral e pode ser avaliado pelo ortopedista em exame clínico, observando a curvatura ao olhar o paciente de frente ou de costas. É uma doença que surge e evolui sem causar dor ou incapacidade. Os ortopedistas alertam sobre a importância do médico em diagnosticar precocemente esta doença. Esses profissionais têm a oportunidade de identificar a escoliose, durante suas avaliações clínicas de rotina.
Existem várias causas diferentes para o aparecimento da escoliose. A doença pode ser congênita (a pessoa nasce com a má formação), sindrômica (associada a outras doenças), neuromusculares (associadas a doenças neurológicas ou musculares) e a idiopática (de causa desconhecida). Entre as idiopáticas, a mais comum é a escoliose do adolescente, que surge e se desenvolve na fase do crescimento rápido.
Após diagnóstico da doença, o paciente deve ser observado periodicamente. No caso em que a escoliose é progressiva, o uso de colete ortopédico pode ser o primeiro tratamento para impedir a sua progressão. Se observadas em uma fase mais avançada, as deformidades não respondem mais a esse tipo de tratamento, passando então a ter indicação cirúrgica.
Fonte:
Ministério da Saúde
Com informações da Agência Brasil


