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Estudos ambientais avançam na região paraense do Médio Tapajós

Avaliação da fauna e da flora dará subsídio à análise de viabilidade da construção de hidrelétricas

Divulgação/Emater PA Avança estudos ambientais na região do Médio Tapajós Ampliar
  • Avança estudos ambientais na região do Médio Tapajós

Cerca de 80 biólogos, engenheiros florestais, técnicos e auxiliares de campo estão no Médio Tapajós (PA) para examinar a biodiversidade da região. As pesquisas sobre a fauna e da flora do Médio Tapajós, no período de máxima cheia do rio, já avançaram cerca de 25%. De acordo com o secretário-executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia, Francisco Romário Wojcicki, e o diretor de Geração da Eletrobras, Valter Cardeal, os estudos devem estar concluídos até o final deste mês.

Wojcicki explica que os estudos ambientais e de engenharia são uma etapa prévia e necessária para se avaliar a viabilidade de construção de usinas hidrelétricas naquela área. “A legislação ambiental brasileira é uma das mais modernas do mundo, e estamos seguindo de maneira rigorosa e científica todas as determinações do IBAMA nos estudos ambientais”, complementa Cardeal. 

O trabalho dos pesquisadores já completou três fases. As análises anteriores ocorreram nos períodos de enchente, vazante e seca do rio Tapajós. O levantamento também cumpre decisão judicial, que determina a realização de estudos para a avaliação ambiental integrada em toda a bacia dos rios Tapajós e Jamanxim, utilizando critérios técnicos, econômicos e socioambientais.

A avaliação dos especialistas fará parte do Estudo de Impacto Ambiental para a obtenção da Licença Prévia para o aproveitamento do potencial hidrelétrico do Médio Tapajós. Está em análise a construção de duas usinas: a de São Luiz do Tapajós e a de Jatobá. A primeira deverá ter capacidade instalada  de mais de 6 mil megawatts. A capacidade da segunda deverá superar os 2300 megawatts. 

 

Usinas-plataforma

O secretário-executivo adjunto do MME e o diretor da Eletrobras informam que, no aproveitamento hidrelétrico do Médio Tapajós, deverão ser utilizadas usinas-plataformas, as quais incorporam, desde o projeto básico, todas as boas práticas ambientais e reduzem ao máximo o impacto dos empreendimentos. “A usina-plataforma será um vetor de conservação ambiental permanente”, afirma Wojcicki.

As usinas-plataforma são um novo conceito de construção e operação de hidrelétricas para tornar esses empreendimentos sustentáveis. Inspiradas no modelo de exploração de petróleo em alto-mar, as usinas-plataforma causam impacto mínimo no meio ambiente.

 

A ideia é que as usinas no Médio Tapajós mantenham-se cercadas de floresta por todos os lados. Durante a construção, os funcionários deverão revezar-se em turnos, como acontece nas plataformas de petróleo, e não estão previstos grandes canteiros de obra associados a vilas de trabalhadores. Com a conclusão das obras, o canteiro deverá ser totalmente desmontado, dando-se início ao reflorestamento do local.

Segundo o MME, com o crescimento da economia brasileira, o governo tem o desafio de incorporar 3.500 MW novos a cada ano, de maneira a garantir que esse crescimento seja sustentável. O consumo brasileiro per capita (2.200MW) ainda está distante da média mundial (2.700MW).

 

 

Fontes: 

Ministério de Minas e Energia

Eletrobras