Ciência e Tecnologia

Desenvolvimento

Goiânia recebe primeiro centro de parque tecnológico

Investimento de R$ 20 milhões irá expandir pesquisas nos ramos de agronegócio, construção civil, farmacêuticas, mineração e mais
publicado: 10/12/2013 10h38, última modificação: 23/12/2017 11h27
Goiânia recebe primeiro centro de parque tecnológico

Autoridades participam da inauguração do Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CRTI), em Goiânia - Foto: Rafael Azevedo/MCTI

Multiusuário e multi-institucional, o recém-inaugurado Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CRTI) será aberto a universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais, com propósito de desenvolver materiais e soluções para empresas e indústrias de Goiás e do Centro-Oeste. 

O CRTI é a primeira unidade do futuro Parque Tecnológico Samambaia, em área reservada ao lado do campus da Universidade Federal de Goiás (UFG), na Região Norte do município. O investimento na unidade é de R$ 20 milhões, sendo R$ 8 milhões para custear equipamentos e bolsas, oriundos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Além da Finep e da UFG, contribuíram com recursos para a implementação do centro a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Goiás (Sectec) e a bancada goiana no Congresso Nacional, por meio de emendas parlamentares. A UFG executou a obra em parceria com o Instituto Federal Goiano (IF Goiano), a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e a Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Transformação

Para o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, o empreendimento “é um divisor de águas” na relação da universidade com a sociedade. “Ele representa o início de um grande projeto, o primeiro parque tecnológico de Goiânia. Não fossem os investimentos do governo federal nas instituições públicas de ensino superior, nós não estaríamos aqui hoje”, destaca.

Segundo ele, a UFG dobrou de tamanho na última década. “O Ministério da Educação nos proporcionou as condições para o crescimento de pessoal e a ampliação da estrutura física, enquanto MCTI e Finep permitiram que nós equipássemos e trabalhássemos para a fixação dos quadros que trouxemos para o desenvolvimento do estado, em conjunto com a Fapeg e outras agências”.

Em 2006, a instituição tinha 1,1 mil professores efetivos, diante dos atuais 2,5 mil. “Tínhamos 670 doutores, aproximadamente, e hoje caminhamos fortemente para ter 2 mil. Já a área física saiu de 200 mil metros quadrados para 400 mil m². Na pós-graduação, de 28 programas de mestrados e doutorados, passamos para 68”, detalha o reitor.

Centro regional

Um dos dois grandes laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D) do futuro parque, o centro tem como áreas de atuação o agronegócio, a construção civil, o setor de materiais e as indústrias farmacêutica, alimentícia, mineral, automobilística e metalmecânica.

De acordo com o coordenador do projeto do CRTI, Jesiel Carvalho, parte do edifício já funciona, com análises por difração de raios-X e espectroscopia óptica, a pedido de grupos de pesquisa da UFG e empresas. “Certamente, o centro será um mobilizador de competências com capacidade de atender demandas importantes para a economia do estado e da região”.

O CRTI tem quatro divisões principais: análise química e estrutural; imagens e análise pontual; cromatografia aplicada; e infraestrutura complementar. “Mas o centro também atuará em colaboração com laboratórios associados, que possuam instrumentos e competências complementares”, explicou Carvalho.

Para a presidenta da Fapeg, Maria Zaíra Turchi, a inauguração do CRTI significa um marco na história do desenvolvimento tecnológico e da inovação em Goiás. “Neste sentido, o estado está plenamente alinhado e responde com eficiência à política postulada pelo MCTI de investir em grandes laboratórios multiusuários”, observou. “O projeto foi concebido para atender à crescente demanda do setor empresarial goiano, notadamente em áreas estratégicas.”

Novo espaço

A UFG reservou para a construção do futuro parque tecnológico uma área de 17,9 mil m², vizinha ao campus Samambaia. O reitor informou que o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, assinou um convênio pelo qual a administração municipal se compromete a realizar as obras de urbanização da área.

O passo seguinte deve ser o prédio central, onde planeja-se instalar a administração da iniciativa, uma incubadora de empresas e outras companhias consolidadas. A instituição aguarda resultado de chamada pública do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), que financia propostas no valor global de R$ 12 milhões.

Durante a inauguração do CRTI, realizada nesta segunda-feira (9), o governador de Goiás, Marconi Perillo, anunciou ter encaminhado à Assembleia Legislativa um projeto de lei para estabelecer benefícios para os parques tecnológicos goianos. “Portanto, qualquer empresa da área de tecnologia de ponta que vir para este local terá 98% de desconto no ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]”, prometeu. “Estamos criando uma política fiscal e tributária para viabilizar esse centro e dar competitividades às incubadoras e às empresas que vierem para cá", adiantou.

A isenção deve abranger as unidades credenciadas no Programa Goiano de Parques Tecnológicos (PGTec). Até então, segundo o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Mauro Netto Faiad, apenas uma iniciativa de Anápolis estava inscrita no pacote de incentivos. “Esse novo centro será responsável por consolidar Goiás como um estado de inovação tecnológica”, disse.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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