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Sensores desenvolvidos pela FAB podem ser usados em carros autônomos

A "autonomia" do carro é dada pela tecnologia de posicionamento e velocidade
publicado: 06/04/2017 17h11, última modificação: 23/12/2017 10h20
Sensores desenvolvidos pela FAB podem ser usados em carros autônomos

A tecnologia pode ser empregada em diversos setores econômicos, tanto no âmbito civil quanto militar - Foto: Divulgação/FAB

O Instituto da Força Aérea Brasileira (FAB) está desenvolvendo um equipamento de alta precisão que permite detectar posição e velocidade de um veículo. Trata-se dos sensores inerciais, considerados relevantes para carros autônomos. 

A "autonomia" do carro é dada pela tecnologia de posicionamento e velocidade. Hoje, a mais conhecida é a de GPS (Global Positioning System). Os sensores inerciais têm a mesma função. 

“São sensores que permitem navegar, ir de um local para outro, sem o uso de informações externas, como GPS ou informação visual. Por si só, eles 'sentem' o movimento do corpo que está se transladando e informam a um computador de bordo qual a posição atual”, explica o Major Hugo Lira, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), em São José dos Campos (SP). 

Funcionamento 

A navegação autônoma por meio de sensores inerciais pode ser utilizada em qualquer ambiente (espacial, terrestre ou aquático). Sua função é garantir o controle do comportamento de veículos, quando sinais externos, como GPS, recurso de navegação por imagem, entre outras formas de navegação, são precários, deliberadamente suprimidos ou alterados. 

As informações de navegação autônoma advêm de dois tipos de sensores: giroscópios e acelerômetros. O giroscópio é um sensor capaz de perceber e medir a velocidade de rotação. Já o acelerômetro é um sensor capaz de perceber e medir aceleração linear do corpo ao qual está fixado. A combinação de ambos resulta na precisão do posicionamento do veículo.

A tecnologia pode ser empregada em diversos setores econômicos, tanto no âmbito civil quanto militar. No setor energético, por exemplo, pode ser usado para medir a intensidade de corrente elétrica. Há ainda aplicações cibernéticas diversas, como guiagem autônoma de veículos, automação de processos industriais (robôs), detecção de ondas sísmicas, identificação de posição de falhas em inspeções de dutos de petróleo, entre outras aplicações. 

Atualmente, o projeto no IEAV está em fase de aprimoramento do desempenho e da estabilidade de giroscópios e acelerômetros à fibra óptica, para que possa se tornar um produto operacional.

Fonte: Portal Brasil, com informações da FAB

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