Meio ambiente

Brasil lidera monitoramento de florestas tropicais

publicado: 22/11/2011 12h45, última modificação: 23/12/2017 01h26

O Brasil é o líder mundial no uso de imagens de satélites para monitorar o desmatamento em florestas tropicais. Essa importante qualificação técnica é fundamental para o grande desafio de combater a perda da cobertura florestal da Amazônia. Com tecnologia avançada é possível fiscalizar em condições cada vez mais eficientes e seguras as atividades de cortes ilegais de árvores e queimada na região.

•    Sistema Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES) – Por meio de imagens de alta resolução faz estimativas de taxas anuais de desmatamento na região. Seu resultado revela a taxa anual do desflorestamento por corte raso. Convém explicar que corte raso acontece com a seguinte característica: após a retirada das espécies com valor comercial, o restante da floresta é derrubado e queimado. 

O recorde de desmatamento verificado pelo Prodes ocorreu em 1995, quando a Amazônia perdeu 29.059 km2. Desde 2004, quando foram registrados 27.423 km2, o desmatamento vem diminuindo: foram 18.846 km2 em 2005, 14.109 km2 em 2006 e 11.532 km2 em 2007. O último levantamento revelou que, em 2010 foram cortados 7.000 km2

•    Sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER) - Utiliza  imagens de menor resolução para detectar alertas de desmatamento em tempo quase real. É com essas imagens que os órgãos de controle trabalham, realizando operações de combate ao desmatamento ilegal. O DETER é um levantamento rápido feito mensalmente pelo INPE desde maio de 2004, que mapeia tanto áreas de corte raso quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.

•    Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira (DEGRAD) - Foi criado recentemente para monitorar áreas em processo de desmatamento – antes imperceptíveis ao monitoramento – nas quais a cobertura florestal ainda permanece parcialmente intacta.

A metodologia utilizada pelo INPE trata a Amazônia em 240 imagens de satélites (veja acima) que, reunidas, compõem um panorama completo da região. Essas áreas de terra são fotografadas com freqüência variada, para que sejam elaborados mapas sobre o desmatamento ilegal em curso.

A experiência brasileira na área de monitoramento, somada à elevada qualificação do quadro técnico envolvidos nessas ações dá credibilidade ao Brasil para ser multiplicador desse conhecimento. Por isso, o governo brasileiro já realiza cursos de capacitação em monitoramento para técnicos de países de várias de várias partes do mundo detentores de florestas tropicais, como da Bacia do Congo, Sudeste Asiático e Países Amazônicos. 

Transparência - Em 2003, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais passou a publicar os mapas detalhados do desmatamento e, em 2005, com o lançamento do DETER, mapas de novos desmatamentos processados semanalmente também ficam disponíveis ao público. A política de dados livres adotada pelo instituto teve um papel importante no reconhecimento internacional do trabalho brasileiro, mostrando que uma instituição de pesquisa e desenvolvimento que expõe publicamente seus resultados promove a transparência e a troca de experiências em vários setores da sociedade.