Meio Ambiente

Conservação

Estação Ecológica de Carijós (SC) monitora avifauna local

Ação irá avaliar a conservação dos ambientes necessários para a manutenção de aves silvestres ameaçadas
publicado: 30/12/2013 13h33, última modificação: 23/12/2017 11h15
ESEC de Carijós realiza monitoramento da avifauna

Cerca de 10% das aves capturadas passam por avaliação clínico-física e coleta de material biológico para a realização de alguns exames de saúde - Foto: Instituto Chico Mendes

A Estação Ecológica (Esec) de Carijós e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio) realizaram este mês mais uma etapa do projeto de monitoramento contínuo da avifauna da unidade de conservação federal (UC) situada em Florianópolis.

O objetivo é avaliar a efetividade da UC na conservação dos ambientes avifaunísticos necessários para a manutenção destas populações, notadamente das espécies ameaçadas do estado de Santa Catarina, relacionando a epidemiologia de doenças em espécies de aves silvestres com a saúde das populações e impactos antrópicos na região.

De acordo com Patrícia Serafini, analista ambiental do Cemave/ICMBio e veterinária responsável pelo projeto, este é o primeiro estudo sistemático sobre a prevalência de doenças ou parasitoses das aves locais.

"Considerando que os impactos antrópicos sobre os recursos naturais levaram ao aparecimento de epidemias em populações animais e humanas em vários locais do mundo, demonstrando-se que a manutenção da saúde de populações silvestres é essencial para a manutenção da biodiversidade, o projeto de monitoramento da avifauna da Esec de Carijós também ganha importância, do ponto de vista sanitário, para a saúde humana das comunidades da região", afirma a veterinária.

Monitoramento

Para fazer o monitoramento, uma amostra das aves capturadas (cerca de 10%) passa por avaliação clínico-física e coleta de material biológico para a realização de alguns exames de saúde, que podem incluir hemograma, esfregaço sanguíneo, bioquímica plasmática, pesquisa de megabactéria, estabelecimento da microbiota cloacal e de orofaringe e detecção de doenças – sorologia para Influenza Aviária, Febre do Oeste do Nilo, Doença de New Castle, Micoplasmose, Salmonelose e Clamidofilose. Além disso, a carga parasitária é observada a partir de exames de fezes, identificação de ecto e hemoparasitos.

A captura é realizada com redes de neblina, as mais adequadas para avifauna. As redes são abertas do amanhecer até o anoitecer, sendo fechadas durante as horas mais quentes do dia e em caso de chuvas. O processo de manipulação dos animais ocorre da forma mais breve possível, iniciando pela colheita de sangue, seguida pelo exame físico, coleta de swabs, coleta de fezes e ectoparasitos.

Participaram das atividades de monitoramento os analistas ambientais da Esec de Carijós e da Base Multifuncional do Cemave de Santa Catarina, além dos estagiários bolsistas das duas unidades. Até o final do verão, outras quatro amostragem serão realizadas em diferentes locais da UC.

Fonte:
ICMBio 

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