Meio Ambiente

Consumo sustentável

Governo anuncia ações de sustentabilidade para a Copa

Projeto sustentável para o Mundial dialoga com as diversas regiões do País, a fim de gerar suporte para inovação tecnológica, geração de emprego e inclusão social
publicado: 27/05/2014 10h11, última modificação: 23/12/2017 01h06

O governo federal anunciou um conjunto de ações de sustentabilidade para a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014. As medidas foram apresentadas pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em conjunto com os ministros parceiros do projeto, durante coletiva de imprensa no Ministério do Turismo, nesta terça (27).

O Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, iniciou a coletiva afirmando a responsabilidade do governo federal em realizar o mundial em todos os biomas de maneira sustentável. “O governo autorizou a certificação das arenas, o que possibilitou não só a a utilização e aproveitamento de energias renováveis, mas também implantou um modelo de governança, que é referência e padrão para o setor público e iniciativa privada”, afirmou.

Em seguida, Izabella Teixeira apresentou a 'Agenda de meio ambiente e sustentabilidade Copa 2014', documento que reúne projetos ambientais para o mundial e que será referência para outros eventos de grande porte. “Esse projeto dialoga com as diversas regiões do País, a fim de gerar suporte para inovação tecnológica, geração de emprego e inclusão social”, disse.

A agenda se divide em cinco grandes projetos, que dialogam e foram construídos em conjunto com os ministérios parceiros:

1. Certificação e gestão sustentável das arenas

O projeto busca desenvolver tecnologia, gerar qualificação de mão de obra e fomentar o consumo consciente para redução da emissão de carbono. A ministra alertou que todas as arenas estão em processo de certificação sustentável, entre elas já foram certificados os estádios do Castelão e Fonte Nova, e outras seis (AM, DF, MG, PR, RJ e PE) estão em reta final de certificação pelo Green Building Council, entidade responsável pela certificaçãoAs quatro restantes estão em fase de complementação dos relatórios finais

2. Campanha Brasil Orgânico

Campanha realizada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), busca induzir relações favoráveis de mercado, que dialoguem com o Acordo de Marrakesh. O projeto fortalece os processos das cadeias produtivas do setor, sendo eles agricultura familiar e consumo de produtos orgânicos. A campanha está desdobrada em dois eixos:

  • Kits Lanche para os voluntários

Os 18 mil voluntários participantes do Programa de Voluntariado do Governo Brasileiro (Brasil Voluntário), que atuarão fora das arenas, receberão um kit de alimentos orgânicos não perecíveis. Os produtos foram adquiridos pelo MDS, por meio da modalidade de Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em uma iniciativa inédita.

Os alimentos foram adquiridos junto a cooperativas e associações e incluem sucos orgânicos, castanhas, barras de cereais, frutas desidratadas, biscoitos e outros. O objetivo é promover a alimentação saudável e sustentável entre os voluntários, que atuam como agentes multiplicadores junto ao público atendido no Mundial.

  • Quiosques Brasil Orgânico e Sustentável

As cidades-sede receberão Quiosques de Comercialização de Produtos Orgânicos e da Agricultura Familiar, com produtores de vários biomas diferentes durante a Copa. Ao todo, cerca de 60 grupos e associações de produtores foram selecionados por edital público. 

Ao todo, os empreendimentos representam 25 mil famílias agricultoras de todo o país, que terão, na ação, uma oportunidade de promoção e comercialização de seus produtos. Os quiosques estarão instalados em áreas de circulação dos turistas e, em várias cidades, serão complementados pela integração ao circuito local de feiras orgânicas que aderiram à Campanha. O objetivo, além da comercialização, é que a campanha deixe como legado uma cadeia produtiva cada vez mais organizada e estruturada.

3. Campanha Passaporte Verde

Com o slogan 'Eu Cuido do Meu Destino', a campanha Passaporte Verde aproveita a Copa do Mundo para iniciar um trabalho voltado para que consumidores e empresários optem por práticas mais sustentáveis. A campanha passou a ser uma plataforma de comunicação em consumo e produção sustentáveis, com portal interativo, aplicativo móvel e forte presença nas mídias sociais. 

Ação também está associada ao acordo de Marrakesh, em parceria com diversos órgãos nacionais e internacionais. Objetivo é estimular o consumo e produção sustentável com foco no turismo. Para tanto, serão disponibilizados ao turista 60 roteiros turísticos 'Passaporte Verde' (bilíngues) que focam a questão da sustentabilidade na agenda turística.

“Esse será um instrumento pós-copa, que nos fornecerá a avaliação dos roteiros feitos pelos turistas, além de mensurar através dos dados obtidos o total de emissões indiretas de gases poluentes”, afirmou a ministra.

4. Mitigação e compensação de emissões

Intuito é contabilizar as emissões geradas pelo evento e apresentar estratégias de redução, neutralização e compensação.

“Foi preciso desenvolver um guia metodológico e esse processo foi reconhecido como melhores iniciativas de mitigação pela ONU. Estimamos que serão 1406.430 toneladas gases poluentes emitidos de forma direta e indireta”, enfatizou Izabella Teixeira.

Esse projeto compõe duas iniciativas: o Selo Baixo Carbono, que convida empresas para doação de créditos de carbono e o incentivo a compensação fornecido pelos torcedores.Foi realizado, ainda, o Inventário Ex-Ante de Emissões da Copa 2014, com a projeção das emissões relacionadas ao evento. Após a Copa será efetivado o Inventário definitivo.

Também foram identificadas as ações desenvolvidas pelos estados e Cidades-Sede voltadas à mitigação das emissões, como a Certificação das Arenas, os Planos de Gestão de Resíduos e Reciclagem, as iniciativas de mobilidade urbana, o uso de combustíveis menos poluentes, como o biodiesel e o etanol, os projetos de ciclovias e os projetos de compartilhamento de bicicletas, dentre outros.  

5. Gestão de resíduos e reciclagem

O governo federal abriu linha de apoio às cidades-sede para a inclusão de catadores e seis cidades foram contempladas com R$ 2,3 milhões. Com o investimento, os catadores realizarão a coleta seletiva no entorno das arenas e festas oficiais para as torcidas.Todo o material recolhido será destinado às cooperativas de reciclagem.

Além disso, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) abriu linha de financiamento para estruturar a coleta seletiva em caráter permanente nas cidades-sede, o Projeto Cidades da Copa. Foram aprovados projetos em Brasília, Curitiba, Porto Alegre, e Rio de Janeiro, em um total de aproximadamente R$ 79 milhões.

 
Fonte:
Portal Brasil com informações do Ministério do Meio Ambiente

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