Meio Ambiente

Sem metais tóxicos

Água do rio Doce tem mesma qualidade de antes do rompimento de barragem

Laudos técnicos confirmam que lama despejada no rio não contaminou água, que pode ser consumida sem riscos após tratamento
publicado: 15/12/2015 17h30, última modificação: 23/12/2017 10h51
água do rio doce tem qualidade normal

Testes em 13 pontos do rio indicam que água pode ser consumida normalmente após tratamento - Foto: EBC

A qualidade da água do rio Doce é a mesma de antes da passagem da enxurrada de lama da mineradora Samarco, com o rompimento de uma barragem na região de Mariana (MG) no início de novembro. A conclusão é de novos laudos técnicos divulgados nesta terça-feira (15) pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Serviço Geológico Nacional (conhecido pela sigla CPRM). 

Os resultados de novas amostras colhidas em diversos pontos do rio comprovam que a qualidade da água é compatível com análises feitas pelo CPRM em 2010. Os laudos apontam que, depois de tratada adequadamente pelas companhias de saneamento --de acordo com os padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde--, a água pode ser consumida sem riscos.

As 25 amostras de água, sedimentos e material em suspensão, que totalizaram 3.662 determinações analíticas, foram coletadas ao longo do rio Doce, no âmbito do Monitoramento Especial da Qualidade da Água no Rio Doceestabelecido depois do desastre de Mariana.

Após o rompimento da barragem, a água do rio recebeu imensa sobrecarga de lama, o que aumentou a turbidez e diminuiu a quantidade de oxigênio dissolvido, fatores que contribuíram para a mortandade de peixes e a interrupção do abastecimento das cidades que captavam no rio.

Tratamento especial

A quantidade de material em suspensão na água alcançou níveis até 100 vezes superiores aos observados historicamente durante períodos de chuvas torrenciais. A turbidez continua alta, portanto ainda requer procedimentos especiais nas Estações de Tratamento.

Com relação à presença de metais pesados dissolvidos em água (cátions): arsênio, cádmio, mercúrio, chumbo, cobre, zinco, entre outros, os resultados de 2015 são, de modo geral, similares a levantamentos realizados pela CPRM em 2010. Os valores obtidos nas coletas indicaram condições em conformidade com a Portaria 2.914 do Ministério da Saúde, exceto para o manganês dissolvido que, no entanto, também pode ser tratado para padrões adequados ao consumo nas Estações de Tratamento.

As amostras foram colhidas em 13 pontos durante a primeira campanha de análises, entre os dias 14 e 22 de novembro, e confirmam resultados parciais divulgados em novembro. Uma nova campanha está em andamento e será divulgada em breve.

Os resultados diferem conforme a data e o local da coleta. A metodologia das análises utilizada pela CPRM segue procedimentos técnicos internacionais. Em cada estação de amostragem foram medidos in situ, com sonda multiparâmetros, os parâmetros físicos-químicos de oxigênio dissolvido, temperatura, condutividade elétrica e pH.

Fonte: Portal Brasil, com informações do CPRM

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