Meio Ambiente

Unidade de conservação

Desmatamento em unidades de conservação federais cai 28%

Foi a segunda menor taxa desde 1997 em relação às unidades de conservação. Para o ministro Sarney Filho, taxa é explicada pelo fortalecimento do comando e controle do ministério
publicado: 14/11/2017 16h10, última modificação: 23/12/2017 11h19
Desmatamento em unidades de conservação federais cai 28%

Já houve 165 operações de fiscalização na Amazônia legal em 2017 - Foto: Arquivo/ Agência Brasil

O desmatamento nas unidades de conservação federais caiu 28% entre agosto de 2016 e julho de 2017, com 159 km². O período anterior havia marcado 221 km². Os dados são do Projeto de Desmatamento e Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes) e foram divulgados pelo ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, nesta terça-feira (14), em evento paralelo na programação da 23ª Conferência das Partes (COP 23).

Essa foi a segunda menor taxa desde 1997 em relação às unidades de conservação. Para Sarney Filho, o número é explicado pelo fortalecimento do comando e controle na região. "Essa queda era esperada, pois reforçamos o poder de polícia dos órgãos federais de fiscalização com maior suporte financeiro, humano, logístico, tecnológico e informacional", afirmou.

No Pará, houve 65% de redução na Floresta Nacional do Jamanxim, o maior percentual registrado entre as unidades de conservação. A Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, registrou queda de 36% no desmatamento. 

“A queda também foi mais acentuada que o desmatamento em toda a região da Amazônia, que foi de 16%, de acordo com os números do Prodes”, argumenta o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski. Segundo ele, o desmatamento em unidades de conservação federais representa apenas 2,4% de todo o desmatamento na Amazônia.

Apoio internacional

Na ocasião, a Noruega, principal doadora de recursos ao Fundo Amazônia, reconheceu os resultados alcançados pelo governo brasileiro e mostrou-se orgulhosa pela parceria de 10 anos. "Não há dúvida de que os esforços brasileiros são importantes para o clima global", afirmou o ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen. Já Thomas Silberhorn, vice-ministro de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, afirmou que o País encoraja "o governo brasileiro no caminho da conservação florestal".

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente e do ICMBio

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