Saúde

Avaliação

Ambulatório de hanseníase ganha certificado de excelência

Reconhecimento é uma forma de comprovar a qualidade e segurança do atendimento ao paciente
publicado: 06/06/2014 17h40, última modificação: 23/12/2017 02h22

O Ambulatório do Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) recebeu o Certificado de Acreditação Internacional pela Joint Commission International (JCI), maior e mais antiga comissão acreditadora dos Estados Unidos, e pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Essa certificação é uma forma de comprovar a qualidade e segurança do atendimento ao paciente e atestar que o ambulatório, que é ligado ao Ministério da Saúde, está alinhado aos padrões de excelência internacional.

Para essa certificação, os ambulatórios são avaliados em todas as suas especificidades: gestão, ensino e assistência. E para atingir o nível exigido pelo certificado, a unidade da Fiocruz teve que passar por algumas adaptações que, segundo a enfermeira responsável pelo Ambulatório, Nádia Duppre, serviram para sistematizar e aperfeiçoar o trabalho. “Esse selo veio coroar a assistência que já fazíamos há muitos anos. No entanto, fazíamos essas ações de uma maneira não adequada aos padrões da JCI. Foi preciso fazer uns aperfeiçoamentos”, explica Duppre.

Para cumprir as exigências da JCI, o Ambulatório adaptou suas instalações físicas e sua equipe de profissionais, além de documentar tudo e seguir um programa de qualidade. “Isso tudo tornou o trabalho muito mais fácil, e houve um envolvimento maior da equipe e agora todos são responsáveis por todas as etapas do tratamento”, ressalta a enfermeira Nádia Duppre.

São, em média, 700 novos casos suspeitos de hanseníase que chegam por ano ao Ambulatório e mais de seis mil consultas anuais. “Nós trabalhamos de uma forma integral: fazemos diagnóstico, tratamento e damos parecer para pacientes de outras unidades de saúde. Somos referência para diagnóstico e intercorrências durante o tratamento”, completa Nádia. Além do tratamento, o ambulatório também trabalha com pesquisas científicas.

“Nós desenvolvemos pesquisas em várias áreas, como imunologia, bacteriologia e genética. Como somos uma unidade de tratamento e de pesquisa, fazemos um atendimento bastante diferenciado. Todos os nossos médicos têm pelo menos mestrado, mas a maioria tem doutorado dentro da área de pesquisa da hanseníase. Eles são qualificados para essa função”, explica a enfermeira Nádia.

OMS elogia programa brasileiro de hanseníase

O Programa de Combate a Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde foi elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma das ações reconhecidas pela diretora-geral da OMS, Margaret Chan, foi à campanha para diagnóstico dos casos suspeitos de hanseníase realizada em escolas brasileiras no último ano.

Hanseníase

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae que afeta os nervos e a pele. A transmissão acontece a partir do contato direto com a pessoa doente que ainda não deu início ao tratamento. Os principais sintomas são dormências; dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; lesões na pele (caroços e placas pelo corpo) com alteração da sensibilidade e áreas da pele com alteração da sensibilidade mesmo sem lesão aparente; e diminuição da força muscular. Mas lembre-se: a hanseníase tem cura.

 

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