Saúde

Rio 2016

Hemocentros adotam estratégia para os Jogos Olímpicos

Unidades estaduais informam diariamente números dos estoques. Ação visa preparar rede do Rio de Janeiro para emergências
publicado: 04/08/2016 17h38, última modificação: 23/12/2017 11h22
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Estratégia dos hemocentros já foi utilizada em eventos como a Copa do Mundo, em 2014 - Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

Hemocentros brasileiros iniciaram estratégia especial para garantir estoques de sangue durante os Jogos Olímpicos. A partir desta semana, cada unidade estadual deve informar, diariamente, a quantidade de bolsas nos estoques e, assim, permitir o remanejamento para situações de contingência no Rio de Janeiro e nas cidades-sede dos jogos de futebol. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda a manutenção das doações para reforço dos bancos nacionais, especialmente nos locais de prova.

A estratégia é similar à empregada durante a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, em 2013; e a Copa do Mundo, em 2014. Nessas ocasiões, quando houve necessidade de reforço nos estoques de algum Estado, a Hemorrede Pública Nacional promoveu o deslocamento das bolsas com base nas informações atualizadas de cada hemocentro coordenador.

Nestes Jogos Olímpicos, o transporte de bolsas de sangue para o Rio de Janeiro (e para as cidades-sede, se necessário) será realizado por meio aéreo ou terrestre, dependendo da distância do Estado fornecedor e da avaliação da logística que melhor atenda a cada caso.

O monitoramento dos bancos será feito pela Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, com base em informações dos hemocentros sobre a quantidade armazenada. As unidades utilizarão o sistema Hemovida Ciclo do Sangue  Módulo Gerenciamento de Estoque para Grandes Eventos para atualizar o número de bolsas. O Brasil conta com 32 hemocentros coordenadores, sendo um em cada Estado, à exceção de São Paulo, que possui seis unidades.

Doações

O Ministério da Saúde informa que o Brasil é um dos poucos países com taxa de doação de sangue acima da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de que pelo menos 1% da população do país seja doadora. Em 2015, a taxa preliminar para cada mil habitantes no Brasil foi de 19,83, o que representa 1,9% da população. Ao todo, dados prévios indicam que houve coleta de 3,7 milhões de bolsas no período, sendo que 93% dessa quantidade foi coletada nas unidades próprias e contratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Embora o sistema brasileiro seja referência internacional, o Ministério da Saúde reforça que é fundamental a manutenção e a ampliação permanente das doações, especialmente em períodos de eventos de massa. A disponibilidade de sangue coletado é essencial para atendimentos de urgência, realização de cirurgias eletivas de grande porte e tratamento de pessoas com doenças como as oncológicas, que necessitam de transfusões frequentes.

O Ministério da Saúde investe para que doações aconteçam de forma espontânea e habitual, independente das características individuais e de o doador conhecer ou não a pessoa que precisa de sangue. São realizadas Campanhas Nacionais de Doação de Sangue para sensibilizar potenciais doadores a se tornarem doadores regulares e fidelizar doadores esporádicos.

Além disso, há divulgação permanente na página do Facebook Doe Sangue (www.facebook.com/DoeSangueMS). Há também qualificações regulares para profissionais envolvidos com a promoção da doação de sangue nos hemocentros, para que suas ações incentivem mais pessoas.

O Dia Nacional do Doador de Sangue é celebrado em 25 de novembro. No mesmo mês, é feita a Campanha Nacional de Doação de Sangue.

A ideia central das campanhas nacionais é constituir uma cultura solidária de doação espontânea. Não há um público-alvo específico, pois o objetivo é difundir a importância da ação de forma geral e para populações variadas.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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