Saúde

100 dias de Governo

Novas regras para transportar órgãos salvam vidas pelo Brasil

Mudanças nas regras para transporte de órgãos e investimentos no SUS foram destaque nos três primeiros meses da gestão
publicado: 20/08/2016 10h02, última modificação: 23/12/2017 10h19
Veja as medidas para Saúde em 100 dias de governo

Em 100 dias de governo do presidente em exercício, Michel Temer, foram adotadas várias medidas para tornar mais eficiente a aplicação de recursos na saúde e salvar vidas. Uma das primeiras medidas foi o decreto do presidente que obriga aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) a ficarem sempre disponíveis para transportar órgãos, tecidos e partes do corpo humano para transplante em todo o território nacional. 

Além disso, o governo federal tem assegurado repasses sistemáticos para o Sistema Único de Saúde (SUS), para garantir procedimentos médicos, contratar profissionais para a rede, entre outros.

Conheça as principais medidas na área de saúde: 

Decreto presidencial determina à FAB transportar órgãos para transplanteEm junho, Temer assinou decreto que colocou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) à disposição para missões de transporte de órgãos, tecidos e partes do corpo em todo o território nacional. Em apenas 24 dias após a norma entrar em vigor, 17 órgãos foram transportados pela FAB, sendo nove corações, seis fígados e dois pâncreas.

O transporte desse material tem prioridade na definição das rotas de tráfego aéreo, por causa do tempo de isquemia (período que os órgãos podem ficar sem irrigação sanguínea).

Mais recursos para a SaúdeNo início de junho, ao enviar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar os gastos do governo ao Congresso Nacional, Temer assegurou que a área da Saúde não seria alvo de contingenciamentos.

Além disso, no começo de agosto, o governo anunciou um reforço nos investimentos à Saúde, com o repasse de R$ 133 milhões para a qualificação de serviços e equipes da atenção básica. O governo também assegurou o repasse de R$ 12,5 milhões para a construção de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em 21 Estados.

Hospitais universitários têm orçamento reforçadoO Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, recebeu mais de R$ 11,5 milhões para quitar despesas de custeio e investimentos. Para o hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foram liberados R$ 596,6 mil para reforçar os atendimentos pelo SUS.

Em abril, o governo já havia destinado outros R$ 230 milhões a diversos hospitais universitários do País e mais R$ 227 milhões devem ser repassados no segundo semestre, como parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf).

Ainda em julho, o Ministério da Saúde autorizou a liberação de R$ 37,5 milhões para que os hospitais universitários reforçassem os atendimentos pelo SUS. 

Mais Médicos recebe 1,5 mil novos profissionaisEm julho, 600 profissionais, entre brasileiros e cubanos formados no exterior, foram a Brasília para atuar no programa Mais Médicos. A expectativa é de que, até o fim de agosto, outros 1,5 mil agentes ocupem o restante das vagas do programa e reforcem os atendimentos. Um novo edital que vai selecionar 502 médicos para 393 municípios também foi lançado em julho.

Teste rápido diagnostica hepatite BO Ministério da Saúde passou a incluir na tabela do SUS a oferta do teste rápido para diagnóstico da hepatite. O intuito é identificar o vírus da hepatite B de maneira precoce, uma vez que a doença pode comprometer o fígado, que pode evoluir para uma cirrose hepática.

Acordo retira 14 mil toneladas de sódio de alimentos: Para evitar doenças crônicas comuns na população, como a hipertensão, um acordo entre o governo federal e a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia) viabilizou a retirada de 14 mil toneladas de sódio dos alimentos. A meta é excluir 28 mil toneladas do mineral até 2020.

Pacientes do SUS serão identificados pela digital:Ministério da Saúde será o primeiro órgão da administração pública federal a utilizar os serviços de biometria propostos pelo governo federal para todos os programas sociais. O projeto piloto para o novo modelo de identificação deve começar em serviços ofertados pela atenção básica em 2017. 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde, FABAssociação das Indústrias da Alimentação
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