Saúde

Outubro Rosa

Programa verifica qualidade de serviços de mamografia no Brasil

Exame avalia o tecido mamário e verifica nódulos ainda não visíveis, o que possibilita o diagnóstico precoce do câncer de mama
publicado: 24/10/2017 16h24, última modificação: 23/12/2017 01h41

Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM) do Ministério da Saúde está avaliando os serviços de mamografia em todo o País para garantir a qualidade sanitária dos exames. Mais de 3 mil relatórios de qualidade já foram analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o processo continua até 2019. 

O exame avalia o tecido mamário e verifica nódulos ainda não visíveis, o que possibilita o diagnóstico precoce do câncer de mama. A Anvisa aconselha que as mulheres verifiquem se o estabelecimento em que pretendem fazer a mamografia já foi inspecionado pela vigilância sanitária e possui alvará ou licença sanitária válida. Caso alguma irregularidade seja encontrada, a denúncia pode ser feita na vigilância sanitária do local ou por meio da Ouvidoria

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais leva mulheres à morte do Brasil: em 2014, 14.622 mulheres morreram. Apenas em 2016, foram registrados cerca de 58 mil novos casos da doença. A incidência em homens representa 1% dos casos.

Tratamento precoce

Para que o tratamento seja eficaz e o tumor não se espalhe para outros órgãos, é crucial que o câncer de mama seja identificado precocemente. Para isso, as mulheres devem fazer o autoexame sempre que possível, observando e tocando a mama para verificar alterações.

Já a mamografia deve ser feita a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos. Após a mamografia, se houver suspeita, mais exames devem ser feitos para o diagnóstico definitivo. 

Entre 2016, foram realizadas mais de 4 milhões de mamografias no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o Governo do Brasil destina R$ 4 bilhões por ano para o tratamento do câncer de mama; e nos últimos sete anos, recursos para procedimentos como cirurgia oncológica, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia cresceram 87,5%.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Anvisa e do Ministério da Saúde

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