Rio Grande do Sul teve 295 doadores efetivos de órgãos em 2017

publicado 21/06/2018 17h24, última modificação 25/06/2018 16h19

O número de doações de órgãos disparou e bateu recorde em todo o Brasil. Os dados foram coletados junto à Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) e mostram que o País vive o melhor cenário de doações em 20 anos.

Apesar do cenário nacional positivo, o Rio Grande do Sul registrou 295 doadores efetivos em 2017, alcançando a marca de 71,7 transplantes realizados por milhão de habitantes. Mas o número de potenciais doadores foi maior, 789. Somente no ano passado, foram realizados 1.508 transplantes no estado, sendo 699 de córnea, 586 de rim, 147 de fígado, 23 de coração, 52 de pulmão e 1 de pâncreas.

Em todo o País, foram cerca de 27 mil transplantes no ano passado. Os dados representam a retomada de crescimento após alguns anos de retração e avanços pequenos. Em relação à taxa de doadores efetivos — aqueles que tiveram órgãos transplantados em outras pessoas — até 2017 foram sete trimestres seguidos de crescimento do indicador — algo inédito desde 2009, quando a ABTO começou a publicar balanços trimestrais.

Dois decretos assinados pelo presidente da República, Michel Temer, um em 2016 e outro em 2017, também foram essenciais para o aumento na taxa de doadores efetivos. Um deles determina que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) permaneça em solo exclusivamente para transporte de órgãos para transplante. Já o Decreto nº 9.175/2017, regulamenta e detalha os critérios de notificação de morte encefálica. Com ele, essa notificação deixa de ser obrigatoriamente feita por neurologistas e torna-se atribuição de outros médicos, devidamente treinados.

Para garantir o atendimento adequado e aumentar a possibilidade de salvar vidas, o Governo do Brasil investiu, em 2017, mais de R$ 1 bilhão na área de transplantes. Um montante que permite capacitar equipes, estruturar todo o serviço e reduzir a lista de espera e a taxa de recusa familiar. Dados da ABTO mostram que, no ano passado, a taxa de doadores efetivos cresceu 14% e que o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 26,2 mil transplantes. Os órgãos mais demandados foram coração, fígado, pâncreas e pulmão.

Assunto(s): Saúde