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Conheça mais sobre as relações entre Brasil e Moçambique

País africano é um dos principais beneficiários de projetos da Agência Brasileira de Cooperação
publicado: 25/10/2018 19h08, última modificação: 25/10/2018 20h50
Brasil e Moçambique possuem diversas áreas de cooperação

Governos dos dois países colaboram em diversas áreas, como saúde bucal - Foto: Maria Clara Machado/PR

Amparada por um acordo geral de cooperação assinado em 1981, a relação entre Brasil e Moçambique tem como foco projetos de cooperação técnicas e humanitárias. Áreas como saúde, agricultura e educação fazem parte das ações de contribuição, que têm a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) à frente.

Atualmente, Moçambique é um dos principais beneficiários de projetos da ABC. Lá, diversos órgãos e entidades do Brasil, por intermédio da agência de cooperação, colaboram com projetos que ajudam o país africano a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A cooperação brasileira é especialista em transferir conhecimento e esse conhecimento, na pratica, se traduz em vidas salvas”, afirmou o analista da Agência Brasileira de Cooperação Bruno de Amorim Maciel. Ele deu como exemplo o projeto de reanimação neonatal, que tem ajudado a reduzir a mortalidade infantil em Moçambique.

Um outro exemplo é a criação do Banco de Leite Humano (BLH) em Moçambique, que contou com o apoio da ABC. Além desse, vários outros projetos na área de saúde se destacam no âmbito da relação entre os dois países. 

Algodão

No entanto, essa colaboração não se restringe ao campo da saúde. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, colocou à disposição o que há de melhor em capacidade técnica e operacional para projetos para produção e segurança alimentar.

A atuação da Embrapa foi fundamental, por exemplo, pela revitalização da cadeia produtiva do algodão na Bacia do Shire-Zambeze (Malaui e Moçambique) e pela reestruturação do sistema de pesquisa agrícola e de infraestruturas do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM). 

Quando o assunto é educação, a nação moçambicana também está no radar brasileiro. Em 2013, quando o Ministério da Educação (MEC) definiu ações para ampliar a internacionalização do ensino superior, vários programas - como, por exemplo, o Ciência sem Fronteiras - foram intensificados. Entre eles, o Programa de Apoio à Expansão da Educação Superior a Distância na República de Moçambique.

Qualificação

Instituído em 2010 pelo MEC, com apoio da ABC, o programa tem como meta qualificar 1,5 mil gestores e 5,5 mil professores do ensino básico públicos. Assim, o Brasil contribui para a formação de recursos humanos que possam colaborar com o desenvolvimento socioeconômico do país de origem.

A pós-graduação também tem destaque nessa cooperação. Entre 2007 e 2017, mais de 1,6 mil estudantes foram selecionados pelo Protocolo do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-PG). Deste total, cerca de 20% eram africanos, com destaque para Moçambique, Cabo Verde e Angola. O PEC-PG é voltado para estudantes de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Agência Brasileira de Cooperação

Assunto(s): Educação, Agropecuária