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Países celebram inauguração de banco de leite após anos de esforços

Primeiros passos do projeto foram dados em setembro de 2009
publicado: 25/10/2018 19h33, última modificação: 25/10/2018 19h50
Brasil e Moçambique celebram inauguração de banco de leite após quase dez anos de esforços

Banco de leite humano deve ajudar a reduzir índices de mortalidade infantil em Moçambique - Foto: Maria Clara Machado/PR

Prevista para esta sexta-feira (26), a inauguração do Banco de Leite Humano e do Centro de Lactação do Hospital de Maputo, em Moçambique, representa o início de uma nova era para a segurança alimentar e nutricional dos recém-nascidos no país africano. A entrega do projeto marca, ao mesmo tempo, o fim de um longo ciclo de trabalho, que não seria possível sem o apoio do Brasil.

Coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto começou em 2009, com uma visita de representantes do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) ao país africano. Na ocasião, eles ofereceram apoio técnico para o desenvolvimento de um banco de leite humano no território moçambicano.

Firmado no ano seguinte, o acordo previa a aquisição de equipamentos, a transferência de tecnologia e a capacitação de profissionais moçambicanos com o apoio do Brasil, além da implantação do banco. Em 2012, representantes da Fiocruz estiveram novamente em Moçambique para apresentar às autoridades locais o projeto de construção do prédio que viria a receber a unidade. Nos últimos anos, a cooperação entre os países dá prioridade à capacitação técnica dos profissionais moçambicanos.

Bancos de leite pelo mundo

Experiência

Coordenadora do Banco de Leite em Moçambique, a pediatra Sonia Bandeira foi uma das profissionais capacitadas. Junto com uma uma enfermeira do Hospital de Maputo, ela passou cerca de um mês em Brasília, onde visitou diversos bancos de leite, acompanhou a coleta nas casas de doadoras e conheceu o processamento e a distribuição do leite, entre outras atividades.

Com a experiência adquirida por esses profissionais, o banco de leite deve ser uma importante ferramenta no processo de redução dos índices de mortalidade infantil em Moçambique. “Nós identificamos, no banco de leite, uma possibilidade real de contribuição para uma nutrição neonatal adequada, e em países com uma expectativa de vida tão baixa, como aqui, com condições de vida tão difíceis, vai fazer uma diferença”, ressaltou o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Baena.

A rede de Bancos de Leite Humano (BLH) implementada pelo Brasil é referência mundial. Com o lançamento em Moçambique, os acordos de cooperação técnica já beneficiam 24 países, espalhados pelas Américas, África e Europa.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Agência Brasileira de Cooperação e do programa IberBLH