Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2009 > 12 > Vacinação

Saúde

Vacinação

Desde 1973, os brasileiros têm acesso a programas de imunização. É necessário comparecer aos postos de saúde nos períodos de campanha e tomar todas as vacinas previstas
por Portal Brasil publicado: 29/12/2009 16h08 última modificação: 28/07/2014 09h02
Marcello Casal Jr./ABr O Brasil tem calendários obrigatórios de vacinação desde 2004

O Brasil tem calendários obrigatórios de vacinação desde 2004

A vacinação é a maneira mais eficaz de prevenir doenças. O Brasil tem evoluído nos últimos anos nessa área, especialmente com a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 1973, que facilitou o acesso da população às vacinas.

O cidadão tem que estar atento às campanhas e ao calendário de vacinação, que corresponde ao conjunto de vacinas prioritárias para o País. Todas elas são disponibilizadas gratuitamente nos postos da rede pública. São quatro os calendários de vacinação, voltados para públicos específicos: criançaadolescenteadulto e idoso e população indígena.

Crianças, adolescentes e adultos precisam comparecer aos postos de saúde nos períodos de campanha e tomar todas as vacinas previstas. "Só com todas elas o cidadão estará devidamente imunizado", explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues. "As campanhas seguem essas datas pela necessidade da imunidade de um grupo, para que todos sejam vacinados naquele momento. Mas a vacina contra pólio, por exemplo, pode ser administrada em seguida", explica. 

Apesar de não haver um calendário específico, o público feminino tem uma atenção especial, principalmente as gestantes. Mulheres de 12 a 49 anos que não receberam a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) na infância devem procurar um posto de saúde, antes da gestação, para evitar a transmissão da rubéola para o bebê. A dupla adulto e a vacina contra a hepatite B também devem ser administradas para que recém nascido não corra o risco de sofrer com doenças como o tétano neonatal e hepatite B. As mulheres grávidas também fazem parte do público alvo da vacina contra a gripe. 

Os avanços tecnológicos na produção e a introdução de novas vacinas no calendário de campanhas de imunização fazem do trabalho de pesquisa uma das prioridades do Estado brasileiro. Estudos avançados contribuem para o desenvolvimento de novos produtos, já que o Brasil tem o domínio tecnológico das mais modernas gerações de vacina. 

No País, os principais produtores oficiais de vacina e soro são Fiocruz, Fundação Ataulpho de Paiva, Fundação Ezequiel DiasInstituto de Tecnologia do Paraná,Instituto Vital BrazilInstituto Butantan e Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos do Paraná

Poliomielite

Desde 1973 os cidadãos brasileiros têm acesso a programas de imunização. As vacinações contra febre amarela urbana, varíola e sarampo tiveram início com a implantação do Plano Nacional de Vigilância em Saúde. Em 1980, foi criado o Dia Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, com a realização de duas campanhas anuais para crianças menores de 5 anos.

O último caso da doença no país foi registrado em 1989. Em 1994, o Brasil obteve o certificado internacional de erradicação da transmissão autóctone do vírus (quando ocorre dentro do território nacional). Além da imunização de crianças, o plano prevê a vacinação de adultos, principalmente de mulheres em idade fértil e de idosos a partir de 60 anos de idade. 

Além desses grupos da população, uma ação especial é realizada para viajantes. O território brasileiro tem 11 unidades da federação que fazem fronteira com dez países da América do Sul. São 15,7 mil quilômetros de extensão terrestre, com intensa movimentação de pessoas. O trabalho é desenvolvido para fortalecer os serviços locais nos campos da vigilância em saúde, da prevenção e controle de doenças. 

Benefícios e reações

O cidadão também deve se manter informado a respeito dos benefícios da imunização e sobre as reações adversas. Nenhuma vacina está totalmente livre de provocar reações porque existem pessoas que apresentam quadros infecciosos e de natureza alérgica. É importante lembrar que os riscos de complicações graves ligados à vacinação são muito menores do que os das doenças contra as quais a pessoa está se imunizando.


As crianças são as que mais apresentam reações às vacinas. Por isso, a família deve redobrar a atenção no período pós-vacinação. Um exemplo é a vacina tríplice bacteriana (a DTP, contra a difteria, o tétano e a coqueluche), que pode causar, entre outras reações, irritações na pele e coceira. No âmbito do governo, o Programa Nacional de Imunizações implantou, em 1991, o Sistema Nacional de Vigilância dos Eventos Adversos Pós-Vacinação, que notifica e investiga as ocorrências nesse sentido.

Pouco depois, em 1993, para atender à demanda dos casos mais graves e disponibilizar produtos especiais à população, foi criado o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie). O Crie existe em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e oferece vacinas a pessoas com indicação clínica restrita.


O cidadão que precisa de vacinas especiais fornecidas por esses centros (como o infectado pelo vírus HIV, o portador de imunodeficiência congênita e o que recebe quimioterapia) deve, primeiramente, ser atendido por um médico, público ou particular. O profissional responsável irá elaborar, no próprio receituário médico, um relatório com o diagnóstico e um breve histórico da doença do paciente. Em seguida, o cidadão precisa ir ao Crie mais próximo, portando o relatório e os exames necessários (de laboratório, raio X etc.). Ele irá passar por consultas e será vacinado conforme o manual do Crie.

Para saber qual o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais mais próximo, entre em contato com o Disque Saúde (0800-611997).

Se você é um profissional de saúde e quer obter mais informações e orientações sobre a segurança no uso de vacinas, acesse o manual sobre eventos adversos pós-vacinação . 

Acesse aqui a Campanha de Vacinação.

Fonte:
Ministério da Saúde 

 

 

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

Missão Transplante

Últimos vídeos

ANS regulamenta contratação online de planos de saúde
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) cria regras que dão mais segurança ao consumidor que for contratar um plano de saúde pela internet
Governo destinará R$ 1 bilhão às Unidades de Pronto Atendimento
Ministério da Saúde registrou economia R$ 1 bilhão após renegociação de contratos e outras medidas. Recursos serão destinados às UPAs e Santas Casas
Governo prepara campanha para combater o mosquito Aedes aegypti
A mobilização de combate ao mosquito Aedes aegypti será nacional. Confira o detalhamento das ações
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) cria regras que dão mais segurança ao consumidor que for contratar um plano de saúde pela internet
ANS regulamenta contratação online de planos de saúde
Ministério da Saúde registrou economia R$ 1 bilhão após renegociação de contratos e outras medidas. Recursos serão destinados às UPAs e Santas Casas
Governo destinará R$ 1 bilhão às Unidades de Pronto Atendimento
A mobilização de combate ao mosquito Aedes aegypti será nacional. Confira o detalhamento das ações
Governo prepara campanha para combater o mosquito Aedes aegypti

Últimas imagens

Os dois nomes foram sabatinados e aprovados pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS)
Os dois nomes foram sabatinados e aprovados pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS)
Divulgação/EBC
Força Nacional do SUS viajou para a Colômbia em avião da FAB
Força Nacional do SUS viajou para a Colômbia em avião da FAB
Foto: Tenente Enilton/Força Aérea Brasileira
Redução das mortes é resultado do incentivo ao diagnóstico e início precoce do tratamento
Redução das mortes é resultado do incentivo ao diagnóstico e início precoce do tratamento
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mais de 2,2 mil municípios participaram do levantamento do Ministério da Saúde sobre as doenças
Mais de 2,2 mil municípios participaram do levantamento do Ministério da Saúde sobre as doenças
Divulgação/Governo do Mato Grosso
Determinação da Anvisa foi publicada na edição desta quinta (24) do Diário Oficial da União
Determinação da Anvisa foi publicada na edição desta quinta (24) do Diário Oficial da União
Divulgação/Anvisa

Governo digital