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Saúde

Mobilização nacional chega ao fim, mas vacinação contra H1N1 continua

por Portal Brasil publicado: 04/06/2010 15h04 última modificação: 28/07/2014 11h51

A mobilização nacional para vacinação contra a gripe A (H1N1) terminou nesta quarta-feira (2) em todo o Brasil, com 73,2 milhões de pessoas imunizadas (37% da população brasileira), segundo dados parciais informados pelos estados e municípios até às 15 horas. Porém, o Ministério da Saúde decidiu, juntamente com os Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais (Conass) e Municipais (Conasems) de Saúde, que os municípios devem continuar a vacinar os públicos prioritários que não tenham atingido a meta.


Até às 15 horas desta quarta-feira, adultos de 30 a 39 anos (60%, com 17,5 milhões de vacinados e público-alvo de 29 milhões) e crianças de 2 a menores de 5 anos (10%, com 1 milhão de vacinados e público-alvo de 9,6 milhões), foram os dois grupos que não atingiram a meta nacional de vacinar pelo menos 80% do público-alvo. A meta foi atingida apenas para doentes crônicos, crianças menores de 2 anos, adultos de 20 a 29 anos, trabalhadores de saúde e indígenas. 


Essa foi a maior vacinação já realizada no País, superando os 67 milhões de imunizados contra a rubéola, em 2008. Proporcionalmente, é a maior campanha realizada no mundo. Estados Unidos, por exemplo, vacinaram 24% de sua população contra a gripe H1N1. México, 20%; Suíça, 17%; França, 8%; e Alemanha, 6%. Um balanço consolidado com os números da campanha deverá ser divulgado na próxima semana. 


Crianças

Também haverá novo reforço no próximo dia 12, quando ocorre a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, voltada para crianças de 2 anos a menores de 5 anos. Nesta data, as crianças também poderão tomar a vacina contra a gripe H1N1, mas apenas nos postos fixos de vacinação e não nas unidades volantes. 


“Recomendamos que não deixem para imunizar as crianças contra a gripe apenas no dia da campanha da pólio. Procurem se vacinar antes”, diz o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. É importante lembrar que, após tomar a vacina, o organismo leva até 14 dias para estar totalmente protegido. As pessoas devem procurar a Secretaria de Saúde do seu município para buscar orientações sobre dias e horários de funcionamento dos postos. 


Outro ponto importante é sobre a vacinação diferenciada das crianças, que precisam tomar duas meias doses da vacina, para garantir uma imunização completa contra o vírus da gripe H1N1. A segunda dose deve ser tomada 21 dias depois da primeira. Neste caso, se a criança tomar a primeira dose no dia da campanha da paralisia infantil, os pais e responsáveis devem ficar atentos para levá-las aos postos novamente, para a segunda dose. 


Gestantes

No caso das mulheres grávidas, os 2,1 milhões de vacinadas até o momento representam uma cobertura de 70%. O índice está dentro do esperado, pois o cálculo do público-alvo foi feito com base na estimativa de nascimentos para todo o ano. “Mas precisamos considerar as gestantes que deram à luz nos primeiros meses do ano, antes da vacinação, e as que vão engravidar após a campanha”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage.


Em 2010, foram registradas 540 internações e 64 mortes em decorrência da gripe H1N1, até 8 de maio. Desse total, 18% dos casos graves e 30% dos óbitos foram em gestantes. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância de que todas as grávidas, em qualquer período da gestação, procurem um posto para tomar a dose da vacina. 




Fonte:
Ministério da Saúde

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