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Saúde

Primeiro fornecimento de radiofármaco no Nordeste beneficiará 10 mil pessoas

por Portal Brasil publicado: 08/06/2010 15h58 última modificação: 28/07/2014 11h51

Cerca de 10 mil pessoas serão beneficiadas com a produção de radiofármaco FDG feita pela a Unidade de Produção de Radiofármacos (Upra), do Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN-NE), unidade vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), instalada em Recife (PE). Esse material é usado em tomografias de emissão de pósitrons (PET), técnica com a qual é possível fazer um diagnóstico completo de um pequeno nódulo, de até três milímetros.

Há duas semanas, a Upra fez o primeiro fornecimento do FDG a dois hospitais de Recife. Apenas o Hospital Português e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) têm o equipamento para fazer o exame. Segundo o coordenador da Divisão de Produção de Radiofármacos (Dipra), Sergio Chaves Cabral, a Upra tem capacidade para atender outros hospitais. “Vamos fornecer ainda para hospitais de Natal, Fortaleza e Salvador”, disse Cabral.

O MCT e a Comissão de Energia Nuclear (Cnen/MCT) investiram juntos R$ 18 milhões na construção da Unidade de Produção de Radiofármacos do CRCN-NE, que funciona na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foram cinco anos de instalação e testes para que a primeira dose do FDG fosse distribuída.

O exame PET-Scan, como é conhecido, é um dos 70 procedimentos médicos que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que os planos de saúde incluíssem na lista de cobertura. Na rede particular o paciente precisa investir cerca de R$ 1 mil para fazer o exame.  A técnica é considerada a mais precisa para diagnosticar casos de câncer em fase inicial.

No procedimento tradicional para o diagnóstico de câncer o paciente é submetido a uma pequena cirurgia para a retirada do nódulo. “Em alguns casos ele precisa esperar seis meses para que esse nódulo cresça para poder ser retirado”, explicou o coordenador do Dipra. “O PET-Scan é uma técnica menos invasiva.”

Moléculas de glicose, que funcionam como combustível do corpo humano, recebem uma pequena dose do radiofármaco. O tomógrafo é capaz de seguir caminho que essas moléculas fazem pelo corpo humano. O local onde há uma maior concentração de glicose indica que existe um grande consumo desse combustível. “O metabolismo das células cancerígenas exige um maior consumo de energia. A partir do exame sabemos se é um câncer maligno ou benigno e em qual fase ele está”, disse Cabral.

Fonte:
MCT

 

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