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Saúde

Brasil vai ajudar países vizinhos a criarem políticas de saúde do homem

por Portal Brasil publicado: 23/09/2010 19h16 última modificação: 28/07/2014 11h51
Luciano Vieira/Prefeitura Municipal de São Sebastião Na América Latina, o Brasil desponta como pioneiro em políticas de saúde para homens

Na América Latina, o Brasil desponta como pioneiro em políticas de saúde para homens

O Brasil foi definido, por 11 países das Américas, como referência em política pública de saúde voltada à população masculina. E, por solicitação dessas nações, o Ministério da Saúde vai ajudar os vizinhos a desenvolverem políticas semelhantes às brasileiras.

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O pedido foi feito ao final de encontro internacional realizado em Brasília, que reuniu representantes do Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Costa Rica, México, Guatemala e Canadá, além do Brasil. 


O interesse desses países demonstra que a saúde da população masculina entrou na agenda de prioridades. Como isso, o objetivo é criar uma rede de prevenção e atenção à saúde dessa parcela da população, fortalecendo a estratégia no continente americano. 


Na América Latina, o Brasil desponta como pioneiro nessa ação. Em todo o mundo, só três países tomaram a decisão de implementar políticas focadas na prevenção e promoção à saúde masculina: Brasil, Austrália e Irlanda.


Homens são resistentes em todos os países


Com realidades semelhantes (principalmente nas Américas Central e do Sul), os 11 países fizeram – durante o I Seminário Internacional de Saúde do Homem nas Américas – um diagnóstico da saúde de suas populações masculinas. A conclusão é que, quando o assunto é saúde, a maioria dos homens são resistentes a prevenir e a cuidar da saúde e da qualidade de vida, por motivos culturais.


Segundo estudos do Ministério da Saúde, a população masculina geralmente procura os serviços de saúde por meio da atenção especializada, já com o problema de saúde detectado e em estágio de evolução. “E, muitos deles também não seguem os tratamentos recomendados”, observa José Luiz Telles. 


“A prevalência de mortes entre os jovens tem motivo. A 'masculinidade' do homem das Américas é construída a partir de uma cultura de autossuficiência, o que os faz sentirem-se invulneráveis e a correr mais riscos”, analisa José Luiz Telles, diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dapes) do ministério, área responsável pela Coordenação de Saúde do Homem.


Diagnóstico do homem: violência e trânsito lideram as causas de morte


No Brasil, por exemplo, violência e acidentes de trânsito são responsáveis por 41% das mortes na faixa etária entre 20 e 24 anos. Entre os homens brasileiros, 82% das vítimas de morte por acidente de trânsito acontecem nesse grupo.


Além disso, na população brasileira, do total de fumantes, 19% são adultos do sexo masculino, enquanto 12% são do sexo feminino, segundo a pesquisa Vigitel/2009. O estudo também mostrou que 18% dos homens não praticam nenhuma atividade física, contra 9% das mulheres.


No Brasil, na faixa etária de 18 e 50 anos, morrem três vezes mais homens do que mulheres. De forma geral, a população do sexo masculino morre entre 5 e 8 anos mais cedo do que a feminina. 


“Eles estão mais expostos a acidentes de trânsito e de trabalho. Por isso, os homens apresentam mais problemas de saúde do que as mulheres e vivem, em média, 7,6 anos menos”, explica Telles. 



Fonte:
Ministério da Saúde

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