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Ministério da Saúde incentiva pais a fazerem pré-natal masculino

por Portal Brasil publicado: 13/09/2010 19h50 última modificação: 28/07/2014 11h51
Divulgação/Secretaria de Saúde da Bahia Iniciativas em SP e no RJ oferecem aos homens os exames preventivos chamados de pré-natal masculino

Iniciativas em SP e no RJ oferecem aos homens os exames preventivos chamados de pré-natal masculino

O Ministério da Saúde pretende adotar mais uma estratégia para  estimular a população masculina a fazer exames com mais frequencia. A campanha que está sendo difundida pelo órgão na rede de saúde quer motivar os futuros pais a fazerem o o "pré-natal masculino", ou seja, um conjunto exames preventivos durante o pré-natal da parceira.


Pré-natal masculino

A ideia é que os profissionais de saúde aproveitem o momento em que o homem está mais sensível – às vésperas de ser pai – para incentivá-lo não só a acompanhar as consultas durante os nove meses de gestação da parceira como também a fazerem um check-up. Para o Ministério da Saúde, essa iniciativa parte do princípio de que o homem precisa se cuidar para cuidar da família. 


“É uma estratégia que estamos difundindo entre as secretarias municipais de Saúde”, informa José Luiz Telles, diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dapes) do ministério, área responsável pela Coordenação de Saúde do Homem.


Nesta terça-feira (14), em Brasília, o ministério encerra as atividades do  I Seminário Internacional de Saúde do Homem nas Américas, que começou nesta segunda-feira (13). O encontro visa estabelecer uma agenda comum de cooperação internacional para estimular os homens a se envolverem nos cuidados preventivos com a saúde. Participam do seminário autoridades e especialistas do Brasil e de mais 14 países.


Pré-natal já existe em São Paulo e no Rio de Janeiro


Atualmente, existem iniciativas de “pré-natal masculino” principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na cidade de Ribeirão Preto (SP), profissionais do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) incentivam os  pais a realizarem exames para diagnóstico precoce e tratamento de doenças que podem afetar a saúde da mulher e, por consequência, a do bebê. As ações são desenvolvidas no campus da USP em Ribeirão Preto.


O principal objetivo é combater Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), por meio de exames de sífilis, HIV e hepatites virais B e C. Na oportunidade, médicos também diagnosticam hipertensão arterial, diabetes e colesterol. 


Em Várzea Paulista (SP), a Secretaria Municipal de Saúde desenvolve um programa semelhante, mas, neste caso, os homens aprendem a cuidar do bebê. Campinas também usa a estratégia. E em São José do Rio Preto (SP), o “pré-natal masculino” está previsto em lei municipal.


No Rio de Janeiro (RJ), a Secretaria Municipal de Saúde promove ações junto aos médicos da rede pública para que eles estimulem os futuros pais a cuidarem da saúde. O projeto foi batizado de Unidade de Saúde Parceira do Pai.


Homens são mais resistentes


Segundo estudos do Ministério da Saúde, a população masculina geralmente procura quando o problema de saúde já foi detectado e está em estágio de evolução. Por motivos culturais, considera-se que os homens têm mais resistência a procurarem cuidados médicos e a se prevenirem.


Muitos deles também não seguem os tratamentos recomendados. Além disso, indicadores mostram que os homens têm hábitos de vida menos saudáveis e estão mais suscetíveis a fatores de risco para doenças crônicas.


“Eles utilizam mais álcool e outras drogas em maior quantidade do que as mulheres, não praticam atividade física com regularidade e se alimentam pior. Estão também mais expostos a acidentes de trânsito e de trabalho. Por isso, apresentam mais problemas de saúde do que elas e vivem, em média, 7,6 anos menos”, explica o diretor José Luiz Telles.


As internações de homens por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de álcool representam 20% de todas as internações no SUS. Eles apresentam, entre outros problemas, mais doenças cardiovasculares, colesterol elevado, diabetes e hipertensão. 



Fonte:
Ministério da Saúde

 

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