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Saúde

Mortalidade materna cai 34% em todo o mundo, mas OMS quer mais

por Portal Brasil publicado: 16/09/2010 11h53 última modificação: 28/07/2014 11h51

A mortalidade de mulheres em consequência de problemas de gravidez e no parto caiu 34% em todo o mundo, na comparação entre os anos de 1990 e 2008. Em 1990, foram registradas 546 mil mortes, enquanto em 2008 foram 358 mil. Apesar da cifra ser considerada boa, cerca de mil mulheres ainda morrem, por dia, em decorrência de problemas relacionados à gestação.

 

A conclusão é do relatório Tendências da Mortalidade Materna, divulgado nesta quarta-feira (15) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) e Banco Mundial.

 

O relatório considera a queda "notável" e uma "notícia encorajadora", mas também insuficientemente rápida para que seja cumprido o objetivo do milênio. O estudo define mortalidade materna como mortes de mulheres durante a gravidez ou 42 dias após o parto, por causas relacionadas à gestação. As principais causas são: sangramento pós-parto, infecções, hipertensão e abortos inseguros.

 

A OMS afirma que a redução da mortalidade materna é importante para garantir o cumprimento de outros objetivos do milênio, como a redução da mortalidade infantil e a adesão de crianças ao ensino primário.

 

O estudo mostra ainda que o número de mulheres que morrem devido a complicações na gestação ou no parto caiu pela metade no Brasil nas últimas décadas. Entre 1990 e 2008, a taxa no Brasil passou de 120 mortes por 100 mil nascimentos para 58 mortes por 100 mil.

 

Mas, segundo a OMS, o ritmo de redução atual (de em média 4% ao ano no período), no entanto, ainda é insuficiente para que o Brasil cumpra a meta do milênio da ONU relacionada à mortalidade materna - que é de reduzir a taxa em 75% até 2015.

 

Segundo especialistas as mortes de mulheres grávidas ainda são frequentes principalmente nos países mais pobres, na África e Ásia. O estudo examinou a realidade das gestantes em 87 nações. As principais causas de mortes são hemorragia depois do parto, infecções, hipertensão e abortos.

 

“O risco de uma mulher em um país em desenvolvimento morrer de causas relacionadas à gravidez é aproximadamente 36 vezes maior do que para aquela que vive em um país desenvolvido”, afirmou a diretora executiva da OMS, Margaret Chan.

 

Parteiras e infra-estruturas

Segundo a diretora executiva da OMS, Margaret Chan, os governos dos países onde as mulheres enfrentam mais riscos de morte têm buscado efetivar ações para evitar as mortes. De acordo com a diretora executiva, entre as medidas adotadas estão o incentivo à formação adequada para as parteiras e melhorias nas infraestruturas dos hospitais e centros de saúde.

 

O diretor executivo do Unicef, Anthony Lake, afirmou que o objetivo é desenvolver ações que melhorem a qualidade global da saúde materna e salvem vidas.

 

Para ele, é fundamental que as medidas sejam adotadas em regiões menos privilegiadas, nas zonas rurais, nas áreas onde estão as famílias mais pobres e as minorais étnicas, além dos locais em conflito bélico permanente.

 

Para a diretora executiva do Unfpa, Thoraya Ahmed Obaid, os órgãos públicos e as entidades civis organizadas têm obrigação de garantir que a mulher consiga ter uma gestação segura e que a criança nasça bem. Segundo ela, um dos projetos que devem ser incentivados é a formação de profissionais de saúde, além de mais investimentos na área da saúde reprodutiva.

 

Fonte:
Agência Brasil
OMS

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