Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2010 > 10 > Inca lança 7 recomendações para reduzir mortalidade por câncer de mama no País

Saúde

Inca lança 7 recomendações para reduzir mortalidade por câncer de mama no País

por Portal Brasil publicado: 15/10/2010 17h53 última modificação: 28/07/2014 11h52

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) anunciou sete recomendações para reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil. Entre elas, que toda mulher com nódulo no seio tenha direito a receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias. Atualmente, não há prazo de espera definido para o resultado. As recomendações são destinadas à população e a profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). E fazem parte das ações do Outubro Rosa, mês de mobilização mundial em torno do tema.

Outra recomendação do Inca é que toda mulher deve saber que o controle do peso corporal e da ingestão de álcool são formas de prevenir o câncer de mama, além da amamentação e da prática de atividades físicas. A detecção precoce da doença reduz a mortalidade. As recomendações foram impressas em um folheto que será distribuído à população. 

O instituto reconhece que as recomendações não têm força de lei, pois nenhum gestor é obrigado a segui-las, mas afirma que o País dispõe de meios para alcançá-las. “Com os investimentos feitos nos últimos anos pelo Ministério da Saúde, hoje cada gestor de uma instância de governo, a sociedade e cada cidadão, individualmente, tem capacidade de implementá-las”, disse o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini, durante o lançamento das recomendações, nesta sexta-feira (15), na abertura do seminário Controvérsias no Tratamento de Câncer de Mama no Estadiamento Inicial, no Rio de Janeiro.

Segundo o instituto, o câncer de mama é responsável por cerca de 11 mil mortes por ano no País. O documento "Estimativa, Incidência de Câncer no Brasil 2010-2011", produzido pela organização a cada dois anos, afirma que o Brasil terá 500.000 novos casos de câncer por ano. Entre eles, 49.240 são relativos aos tumores de mama.

A Política Nacional de Atenção Oncológica, publicada pelo Ministério da Saúde em 2005, considera o câncer de mama como prioridade. No Pacto pela Saúde, o controle da doença também é prioridade. Uma das metas é o aumento da oferta de mamografia pelo SUS, que aumentou 118% entre 2000 e 2007 – de 1,3 milhão para 2,9 milhões. Outra, é o Sistema de Informação do Câncer de Mama (Sismama) em todo território nacional, implementado em 2009, que permite a avaliação e aprimoramento de todas as ações de controle da doença.

As recomendações completas são: toda mulher deve ter amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama; deve ficar alerta para os primeiros sinais e sintomas do câncer de mama e procurar avaliação médica; toda mulher com nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas deve ter direito a receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias; toda mulher de 50 a 69 anos deve fazer a mamografia a cada dois anos; todo serviço de mamografia deve participar de um programa de qualidade em mamografia. A qualificação obtida deve ser exibida em local visível às usuárias; toda mulher deve saber que o controle do peso corporal e da ingestão de álcool, além da amamentação e da prática de atividades físicas, são formas de prevenir o câncer de mama; a terapia de reposição hormonal, quando indicada na pós-menopausa, deve ser feita sob rigoroso acompanhamento médico, pois aumenta o risco de câncer de mama.

 

Fonte:
Instituto Nacional de Câncer

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos para todos
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Mais Médicos para todos

Últimas imagens

Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Divulgação/Agência Brasil
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Divulgação/Blog Planalto
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Divulgação/EBC
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Divulgação/Governo Maranhão

Governo digital