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Saúde

Pacientes com doenças do sangue sofrem dificuldade no acesso a medicamentos

por Portal Brasil publicado: 05/11/2010 18h35 última modificação: 28/07/2014 11h52

Segundo a Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), brasileiros que sofrem de doenças no sangue como hemofilia, anemia falciforme e linfoma enfrentam vários problemas além da enfermidade, como o difícil acesso a medicamentos de alta qualidade e o despreparo de médicos no atendimento primário.

Até a próxima segunda-feira (8), acontece em Brasília (DF) o Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia (Hemo 2010), organizado pela ABHH para discutir justamente temas como anemias, transplante de medula óssea e questões relacionadas a políticas públicas das doenças do sangue. O evento conta com a presença de conferencistas do Brasil e países como Dinamarca, Estados Unidos, França, Uruguai, Canadá, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal.

De acordo com o presidente da ABHH, Carmino Antônio de Souza, o paciente mais maltratado no Brasil é o portador de leucemia aguda. “Ninguém quer tratar”, disse. Segundo Souza, o tratamento é longo e muito caro e o ressarcimento feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos profissionais é irrisório. “É uma área em que o conhecimento técnico no Brasil é muito bom, mas a condição de tratamento é muito ruim”, disse.

Outra área problemática no Brasil, de acordo com a ABHH, é a dos linfomas, grupo complexo que inclui mais de 60 tipos de doenças. Souza explicou que já existem medicamentos avançados para o tratamento. Mas o remédio, apesar de licenciado pelo governo, não chega ao paciente. O caso é o mesmo para portadores de mieloma múltiplo, tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea e tem se manifestado de forma mais frequente com o envelhecimento da população brasileira.

Dados da ABHH revelam que cerca de 40% da população mundial apresentam algum tipo de anemia, doença provocada por baixa quantidade de ferro no sangue. O diagnóstico e a orientação deveriam ser feitos no atendimento primário, uma vez que a maioria dos pacientes não precisa procurar um especialista.

Para o presidente da associação, isso não ocorre no Brasil.“Um grande problema que temos ainda está ligado à orientação médica e à eficiência do sistema primário no encaminhamento precoce desses pacientes”, explicou. Alguns doentes demoram anos para serem encaminhados a hematologistas e quando procuram os centros especializados, já estão com a saúde gravemente comprometida.


Fonte:
Agência Brasil

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