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Saúde

Assentados têm dificuldade de acesso a crédito e serviços de saúde, diz Incra

por Portal Brasil publicado: 21/12/2010 19h24 última modificação: 28/07/2014 11h53

Pesquisa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) divulgada nesta terça-feira (21) identificou o perfil e o nível de satisfação das famílias assentadas no País. A maioria dos entrevistados reclamou do acesso a hospitais e postos de saúde (56%) e da má qualidade das estradas vicinais de acesso aos assentamentos (57%). Quase metade (48%) respondeu que não teve acesso aos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A falta de assistência técnica, uma das exigências para conseguir o financiamento, é o principal obstáculo para obtenção do crédito. Em 2010, o orçamento do Incra para assistência técnica era de R$ 300 milhões, mas caiu pela metade com o contingenciamento determinado pelo governo federal. Segundo o coordenador da pesquisa, César Schiavon, de 25% a 30% das famílias não têm acesso ao crédito porque vivem em assentamentos novos, em fase de estruturação e sem assistência técnica. O processo para entrar no Pronaf leva de um a dois anos.

A pesquisa comparou a renda de famílias em assentamentos de Santa Catarina e do Ceará: enquanto no estado do Sul 27% das famílias têm renda acima de cinco salários mínimos, a maioria das famílias que vivem em assentamentos no Ceará (29%) ganha menos de um salário mínimo.

Mais da metade dos entrevistados consideram que as condições de vida apresentaram melhora em comparação à situação anterior nos quesitos alimentação (56,3%), educação (56,1%), moradia (55,7%) e renda (55%). A maioria também respondeu ter acesso à água (78,98%), mas o fornecimento ininterrupto de energia elétrica só está disponível para 43,86% dos entrevistados. No Nordeste, 35% não têm acesso adequado ao abastecimento de água.

A pesquisa traz ainda um perfil das famílias assentadas. Em geral, têm quatro ou mais membros, com média de 20 anos de idade. Os homens são maioria em 53,42% delas. A escolaridade é baixa: 42,88% dos assentados só cursaram da primeira a quarta série, contra 5,23% com ensino médio completo e 0,51% com diploma de ensino superior. As casas têm mais de cinco cômodos.

O Incra ouviu 16,1 mil famílias assentadas entre 1985 e 2008, em todos os estados e no Distrito Federal.

Fonte:
Agência Brasil

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