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Ministério da Saúde vai monitorar a doença chikungunya no País

por Portal Brasil publicado: 09/12/2010 10h24 última modificação: 28/07/2014 11h53
Divulgação/ Defesa Civil do Paraná Além de transmitir a dengue, o mosquito Aedes aegypti também é um dos transmissores do vírus que causa a chikungunya

Além de transmitir a dengue, o mosquito Aedes aegypti também é um dos transmissores do vírus que causa a chikungunya

O Ministério da Saúde está monitorando a doença chikungunya, que é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue. Pela primeira vez foram registrados casos da doença no País. Uma das medidas será a distribuição de um guia com informações sobre a doença aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

A chikungunya é causada por um vírus transmitido pela picada dos mosquitos Aedes aegypti e o Aedes albopictus, também transmissores da dengue. Originária do Sudeste Asiático e da África, a doença provoca febre alta e dores fortes nas articulações das mãos e pés.

De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, o governo vai usar as ações de combate à dengue para impedir novos casos da chikungunya. A transmissão ocorre somente por meio do mosquito infectado. Não passa pelo contato de uma pessoa com outra. 

Segundo ele, não há motivos para a população se assustar, pois o vírus não circula dentro do Brasil e nem em outros países do continente americano.“Não há necessidade de alarme ou preocupações. Tivemos três casos importados. Todos tiveram boa evolução. As medidas de prevenção e controle foram aplicadas de maneira oportuna, as mesmas de combate à dengue”.

No Brasil, o diagnóstico é feito pelo Instituto Evandro Chagas em Belém (PA). Como o vírus não circula no País, não existe material de diagnóstico para ser comprado. Coelho informou que o governo já está providenciando amostras do vírus para a produção nacional de kits e treinamento dos laboratórios públicos. 

Os três primeiros casos no Brasil foram registrados de agosto a outubro, sendo dois homens e uma mulher. Os infectados foram um homem de 41 anos, do Rio de Janeiro, e um paulista de 55 anos, que viajaram para a Indonésia, e uma mulher de 25 anos, que esteve na Índia. Todos foram medicados e passam bem, segundo Coelho. 

Os sintomas da doença aparecem no período de três a sete dias. Cinco dias após o aparecimento dos sintomas o doente não oferece mais risco de transmissão da doença, caso seja picado por um mosquito. A taxa de mortalidade é considerada baixa, menos de 1%, inferior a da dengue. Em 2006, 1,3 milhão de pessoas foram infectadas na Índia, sem nenhuma morte registrada. 

O tratamento é a base de paracetamol e antiinflamatório e a recuperação costuma ocorrer em até dez dias. Na fase crônica, o paciente pode sentir dores nas articulações por seis meses. O vírus pode atingir qualquer pessoa, mas os idosos, as gestantes e crianças estão mais suscetíveis ao desenvolvimento da doença. 

A primeira epidemia de chikungunya foi registrada na Tanzânia, em 1952. O nome significa “aqueles que se dobram” em um dos idiomas oficiais da nação africana, e faz referência à aparência curvada dos doentes por causa das dores.  

Quem apresentar os sintomas e tiver viajado para as regiões onde há circulação do vírus, a orientação é procurar o serviço médico. O ministério recomenda o uso de repelentes e mosquiteiros aos brasileiros que viajarem para o Sudeste Asiático e a África.


Fonte:
Agência Brasil

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