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Saúde cria primeiro cadastro nacional de estudos clínicos

por Portal Brasil publicado: 16/12/2010 18h22 última modificação: 28/07/2014 11h53

O Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), lançou nesta quinta-feira (16), em Brasília, primeira plataforma brasileira com cadastro de pesquisas clínicas realizadas em seres humanos. A iniciativa é pioneira no mundo com uso de software livre.

Além da divulgação de estudos, o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (Rbec) servirá para recrutar voluntários que queiram participar das pesquisas sobre tratamentos, medicamentos, análise de procedimentos, entre outros temas da saúde. 

Antes do Rbec, as pesquisas realizadas no Brasil eram registradas em plataformas estrangeiras, geralmente em língua inglesa, o que restringia o acesso da população e a divulgação ás revistas científicas. De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, a criação do registro público nacional será um marco no setor e dará maior transparência à divulgação dos estudos, além de ampliar o acesso. 

Outro diferencial da Rbec é a utilização de software livre na plataforma, desenvolvido pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) da Opas. É a primeira plataforma de ensaios clínicos com tecnologia completamente gratuita o que possibilita que qualquer pesquisador acesse a nova ferramenta, aumentando o potencial de utilização. 

Com investimento de US$ 130 mil na sua criação, a expectativa é que 200 estudos sejam registrados por ano. A plataforma brasileira é trilingue (português, espanhol e inglês) e estará aberta também a estudos estrangeiros. 

A expectativa do Ministério da Saúde é que, no início do próximo ano, o site seja reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como plataforma de registro primário de ensaios clínicos. Atualmente, existem 11 plataformas com essa certificação no mundo. Elas são responsáveis por enviar dados para o banco da OMS, que disponibiliza os estudos na internet. 


Fonte:
Ministério da Saúde

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