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Saúde

Betim sedia seminário de mobilização contra hanseníase

por Portal Brasil publicado: 27/01/2011 17h25 última modificação: 28/07/2014 12h47

A discussão de como enfrentar a hanseníase, abordando temas como a descentralização do atendimento aos pacientes, políticas de assistência e diagnóstico clínico, entre outros, é a pauta do Seminário de Enfrentamento da Hanseníase em Betim: Descentralizar para Combater, que será realizado até sexta-feira (28), em Betim (MG).

O objetivo do seminário, em sua segunda edição, é estimular a divulgação de informações e o debate sobre a doença na semana do Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase. O evento é promovido pelo Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e pela prefeitura de Betim, com o apoio da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerias (Fhemig).

O evento contará com a participação do secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, que, na sexta-feira, integrará a mesa sobre “Cultura, Saúde e Movimentos Sociais”. O cantor Ney Matogrosso, parceiro do Morhan e do Ministério da Saúde na luta contra o preconceito associado à doença, também participará do seminário na sexta-feira e fará uma apresentação no sábado (29), às 21hs, na Praça da Matriz da Casa de Saúde Santa Izabel.

Em Betim, diversas atividades vêm sendo realizadas desde 23 de janeiro, quando teve início a mobilização contra a hanseníase. A Casa de Saúde Santa Izabel foi escolhida por ter sido um antigo hospital colônia e ser a mais antiga unidade de cuidado aos pacientes portadores de hanseníase no estado de Minas Gerais.

No Brasil, a hanseníase representa um grande desafio em saúde pública, embora o País tenha avançado na redução do número de pessoas infectadas. Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) mostram uma redução de 27,5% dos casos novos de hanseníase entre 2003 e 2009, passando de 51.900 casos para 37.610. No mesmo período, o total de casos por 100 mil habitantes na população geral passou de 29,37 para 19,64, o que representa uma redução de 49,5%.

Para estimular a procura pelo diagnóstico da doença, o Ministério da Saúde veicula na mídia, desde o último dia 24, a campanha “Saúde é Bom Saber”, voltada à hanseníase. O objetivo é estimular a busca pelas unidades de saúde que fazem o diagnóstico e tratamento da doença.

A doença atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. Pode causar deformidades físicas, se não for diagnosticada e tratada oportunamente. Por isso, é necessário ficar atento aos sinais e sintomas da doença, como manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda da sensibilidade.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e tratamento gratuitos em todo o país. A doença tem cura e, ao iniciar o tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença, não sendo necessário o isolamento nem a interrupção de atividades cotidianas.

Ao perceber sinais e sintomas, a primeira providência é procurar os serviços de saúde para fazer o diagnóstico. Se for positivo, o tratamento deve ser iniciado imediatamente e os familiares do paciente também devem fazer o exame para detectar e tratar possíveis novos casos.

 

Fonte:
Ministério da Saúde

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