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Saúde

Mortes suspeitas por dengue deverão ser comunicadas em 24h

por Portal Brasil publicado: 20/01/2011 11h01 última modificação: 28/07/2014 12h47

As formas graves da dengue e os óbitos suspeitos pela doença deverão ser informados ao Ministério da Saúde no prazo máximo de 24 horas. A decisão foi acordada na quarta-feira (19), em Brasília (DF), durante reunião do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com os secretários de Saúde de 15 dos 16 estados em risco muito alto de enfrentar epidemia de dengue em 2011. Uma portaria regulamentando a notificação deverá ser publicada nos próximos dias.

A dengue já é uma das 44 doenças de notificação compulsória em todo o País. O monitoramento dos casos será feito por um sistema online, que está em fase de testes e deverá ser lançado nas próximas semanas. O sistema será alimentado por estados e municípios e poderá ser acompanhado em tempo real pelas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) – ministérios e secretarias estaduais e municipais. Serão utilizados mapas virtuais para mostrar a distribuição geográfica, indicando o município onde ocorreu o caso grave ou a morte por dengue.

A partir da implantação do sistema, o Ministério da Saúde fará monitoramento diário dos óbitos e semanal dos casos graves em 70 municípios considerados prioritários no momento. “O acompanhamento minucioso nos permite identificar se houve problemas relacionados ao atendimento do paciente nas unidades de saúde”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Esses 70 municípios foram definidos com a aplicação do critério de densidade populacional, previsto na ferramenta Risco Dengue – que identificou os 16 estados com risco muito alto de epidemia. O indicador de população foi utilizado nas 178 cidades com alto índice de infestação pelo mosquito transmissor, apontadas pelo Levantamento do Índice Rápido de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado em dezembro de 2010.

O encontro é mais uma medida do ministério para reforçar as ações de controle da doença e de preparação da rede de saúde para atendimento aos pacientes, nos estados e municípios. “Temos que ter a plena convicção de que a dengue, além dos desafios locais, será o primeiro grande desafio comum a todos nós, nas três esferas de governo”, destacou o ministro Padilha. 

O ministro da Saúde reforçou a importância de ações integradas entre diversas áreas para o enfrentamento da doença, incluindo setor público (saúde, limpeza urbana, saneamento e abastecimento de água, educação, meio ambiente, etc.) e privado e organizações da sociedade civil. O Rio de Janeiro não enviou representante para a reunião. Porém, o ministro já esteve no estado no último dia 7 e fará nova visita neste sábado (22).


Fonte:
Ministério da Saúde

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