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Saúde

Dilma anuncia R$ 4,5 bi para exames de câncer e diz que prevenção ajudou em sua cura

por Portal Brasil publicado: 22/03/2011 19h23 última modificação: 28/07/2014 12h50
Roberto Stuckert Filho/PR Presidenta Dilma Rousseff é presenteada com camisa do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia (Gamma), durante campanha de combate ao câncer de mama e colo do útero

Presidenta Dilma Rousseff é presenteada com camisa do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia (Gamma), durante campanha de combate ao câncer de mama e colo do útero

Ações de fortalecimento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e do câncer de colo de útero receberão investimentos de R$ 4,5 bilhões ao longo dos próximos quatro anos. A medida foi anunciada nesta terça-feira (22), em Manaus, pela presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

“O câncer é curável se a gente previne e detecta no início. Eu sou uma beneficiária da prevenção: tive câncer, descobri no começo e me curei. Quero que todas as mulheres tenham acesso às mesmas coisas que eu tive. Vamos trabalhar para que todas tenham perspectiva de cura maior”, destacou a presidenta Dilma Rousseff, na solenidade. 

A meta do Ministério da Saúde, executor do programa, é ampliar o rastreamento do câncer de colo do útero, a detecção precoce do câncer de mama e o tratamento dos casos identificados.


Detecção Precoce

Os recursos, que compõem a Política Nacional de Atenção Oncológica, serão aplicados, até 2014, principalmente na atenção primária e da rede ambulatorial e hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) e em campanhas de informação e conscientização à sociedade. 

Quando detectados precocemente, estes tipos de câncer apresentam elevados potenciais de sobrevida e possibilidade de cura. 

“Entre um conjunto de ações que estamos planejando para melhorar a saúde da mulher, priorizamos a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama e de colo do útero. Com o plano, vamos garantir no SUS, na rede pública de saúde, serviços de qualidade para o atendimento de todas as mulheres”, enfatizou o ministro Alexandre Padilha. 


Investimentos em mamografias

Um dos focos do fortalecimento da rede é a melhora da qualidade das mamografias. Em todo o País, o SUS mantém em funcionamento 1.645 mamógrafos com comando simples, usados para detectar os nódulos, dos quais 50,87% estão abaixo de sua capacidade de realização de exames. 

O programa prevê a implantação de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia, que acelerarão o início do tratamento após a confirmação do diagnóstico. A localização destes centos será definida entre o ministério e os estados, priorizando as regiões onde é menor o acesso. 

No tratamento, o programa pretende estrutura, até 2014, de 32 novos serviços avançados em hospitais habilitados para o tratamento oncológico e a substituição de equipamentos em 48 hospitais. 


Brasileiras deverão seguir recomendação da OMS 

No caso do câncer do colo de útero, a estratégia vai ter como meta a recomendação da a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS): após a realização de dois exames anuais consecutivos com resultado negativo para o câncer, a expectativa é que as brasileiras passem a fazer o exame preventivo regularmente a cada três anos. 

Segundo o Ministério da Saúde, a qualidade dos exames preventivos será submetida a um controle mais rigoroso, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os diagnósticos são menos eficazes — essas regiões devem receber apoio à estruturação de laboratórios para a realização dos procedimentos. 


Incidência no País

O câncer de colo do útero é o segundo tumor mais frequente nas mulheres. Em 2008, dado mais recente consolidado pelo Sistema Nacional de Informação sobre Mortalidade, 4.873 mulheres morreram em decorrência da doença. 

Ainda mais frequente que o de colo de útero, o câncer de mama é a principal causa de mortalidade por câncer entre a população feminina brasileira. Em 2008, foi responsável por 11.813 óbitos.


Fonte:
Ministério da Saúde
Blog do Planalto

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