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Saúde

Inmetro analisa peixes e azeites e identifica os produtos mais saudáveis

por Portal Brasil publicado: 18/04/2011 15:13 última modificação: 18/04/2011 15:19

Durante o período da Semana Santa, os ovos de chocolate, peixes e os azeites estão entre os produtos mais procurados pelos consumidores. Por causa do aumento no consumo, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) analisou  os teores de gordura e colesterol em diferentes tipos de peixes e azeites vendidos no País.

Os resultados das análises em peixes demonstraram que os peixes filhote e pescadinha foram os que apresentaram maior teor de lipídios, ou seja, são os mais gordurosos para o modo grelhado.

Já os peixes badejo e robalo foram os que apresentaram o menor teor de lipídios, sendo, conseqüentemente, os menos gordurosos.

Quanto ao colesterol, comparando os diversos tipos de peixe na versão grelhada, o badejo, seguido do namorado, foram os peixes que apresentaram os menores teores de colesterol. O pirarucu apresentou o maior teor de colesterol quando refogado em azeite extra virgem e em óleo, significando que, ao comer 300g de pirarucu refogado em azeite, o consumidor estará no limite da sua cota máxima diária.


Gordura saturada

No que diz respeito ao teor de gordura saturada, para o modo de preparo grelhado, os peixes que apresentaram maiores teores foram o filhote, a truta e a pescadinha. O badejo, novamente, foi o peixe que apresentou o menor teor.

Com relação aos ácidos graxos essenciais, ômega 3 e ômega 6, os resultados encontrados confirmaram a necessidade de equilíbrio entre o alto teor de ômega 3 e o baixo teor de saturados. “A ingestão de peixe é benéfica à saúde, pois sua carne é rica em vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais que reduzem o risco de doenças cardíacas. Contudo, a escolha do modo de preparo é fundamental para a manutenção dos benefícios desse alimento”, afirma Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do Inmetro.

A análise dos azeites evidenciou que o de dendê é o menos adequado ao consumo diário: mais de 40% do total de ácidos graxos são saturados. O contrário ocorre com os azeites de oliva em geral, cujos teores de ácidos graxos saturados não ultrapassam 25%.

A influência do calor da fritura na perda do perfil de ácidos graxos dos azeites foi outro item analisado. “Entretanto, vale ressaltar que o uso de um azeite em fritura por tempo muito prolongado pode prejudicar a qualidade nutricional do mesmo”, alerta Lobo.

Para os testes, o Inmetro utilizou nove tipos de peixes, em posta e filé, categorizados como “água doce” (pirarucu, filhote e truta), “alto mar” (badejo e cherne) e “costa” (pescadinha, robalo, sardinha e namorado); e quatro diferentes tipos de azeite: virgem, extra virgem, oliva e dendê, nacionais e importados.

O Inmetro disse que enviará os relatórios das análises aos Ministérios da Saúde e da Pesca e Aquicultura, para usar como base em políticas públicas preventivas voltadas à saúde e à reeducação alimentar dos brasileiros.


Fonte:
Inmetro

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