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Saúde anuncia dados da hipertensão no País

Nesta terça-feira, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, ministério divulga também balanço do 2 meses do programa Saúde Não Tem Preço. Doença atinge cerca de 25% da população brasileira
por Portal Brasil publicado: 25/04/2011 20h34 última modificação: 28/07/2014 12h51

O Ministério da Saúde anuncia nesta terça-feira (26), Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, os novos números da doença no Brasil e um balanço dos dois primeiros meses de funcionamento do programa Saúde Não Tem Preço. O anúncio será no quinto andar do ministério, em Brasília, e será transmitido ao vivo pela Web Rádio Saúde

Números da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que há cerca de 600 milhões de hipertensos no mundo. A doença atinge, em média, 25% da população brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade e, surpreendentemente, a 5% dos 70 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). 

A pressão alta é perigosa e geralmente não tem cura, mas pode ser controlada. Para isso, é preciso que o paciente tome medicamento por toda a vida. O problema é que, apesar de causar ataques cardíacos e derrames, em alguns casos a doença é assintomática e a pessoa desconhece que é portadora do mal.
 

Prevenção 

Entre as medidas que podem ser tomadas para prevenir o avanço da hipertensão está a redução do consumo de sal. Para isso, no último dia 7 de abril o Ministério da Saúde fechou acordo com a indústria de alimentos para reduzir o teor de sódio (cerca de 40% do sal é composto de sódio) em 16 categorias de alimentos processados, como massas instantâneas, pães e bisnagas, nos próximos quatro anos. 

Além da hipertensão, o consumo excessivo de sal está associado a outros males crônicos, como doenças cardiovasculares, problemas renais e cânceres. Segundo dados da Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) 2002-2003, o consumo individual de sal nos domicílios brasileiros foi de 9,6 gramas diários, o que representa quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“O acordo com a indústria alimentícia representa um passo fundamental para que seja atingida a recomendação de consumo máximo da OMS, que é de menos de 5 gramas de sal diários por pessoa, até 2020”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na ocasião. 

No termo de compromisso, o Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), compromete-se a elaborar o Plano Nacional de Redução do Consumo de Sal, a monitorar o teor de sódio nos alimentos processados, a acompanhar as tendências de consumo alimentar da população e a avaliar o impacto da redução desse consumo nos custos do Sistema Único de Saúde (SUS) e na incidência de doenças crônicas. 

O compromisso prevê uma redução gradual da taxa de sódio para ser cumprida até 2012 e, depois, intensificada nos dois anos seguintes. No caso das massas instantâneas, a meta é uma queda de 30% na quantidade de sódio em um ano, ou seja, limitada a 1,9 grama até 2012.

Também com o objetivo de alertar a população brasileira para o cuidado com a pressão alta, a Sociedade Brasileira de Hipertensão lança, também nesta quarta-feira, um aplicativo no Facebook para incentivar os usuários a ter hábitos mais saudáveis, como levar uma vida com menos stress, se alimentar bem, fazer exercícios e aliviar a pressão do dia-a-dia. 

A idéia do aplicativo Menos Pressão não é dar conselhos em tom de recomendação médica, mas uma dica de amigo para amigo. A campanha também estará no Twitter e em ações pelo País que acontecerão no Dia Nacional de Combate à Hipertensão.


Fonte:
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Hipertensão

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