Saúde
Mobilização contra a dengue vai contar com a ajuda de carteiros
Uma parceria lançada nesta quarta-feira (18) pelo Ministério da Saúde e Correios vai usar os carteiros como agentes de mobilização contra a dengue em Manaus (AM). No projeto-piloto, os carteiros da capital do Amazonas vão orientar a população sobre os cuidados a serem adotados contra a doença, além de entregar correspondências.
Todos os carteiros de Manaus foram capacitados e vão auxiliar no trabalho de conscientização e de sensibilização dos moradores. Segundo o ministério, são 568 carteiros responsáveis pelo trabalho nas ruas. Eles vão distribuir, junto com as correspondências, 150 mil panfletos que reforçam os cuidados para evitar a dengue, os sintomas da doença e onde procurar ajuda.
Na mobilização, cartazes também serão fixados nas 32 agências e nos dois prédios administrativos dos Correios em Manaus. Depois da fase experimental, a ação será avaliada para possível expansão a outros municípios com alto risco de epidemia no Brasil.
Para o Ministério da Saúde, a parceria com a ECT é estratégica, uma vez que a empresa têm acesso a uma parcela significativa da população: em Manaus, são 1.802.535 habitantes e, por dia, aproximadamente 141 mil imóveis são visitados pelos carteiros.
“Os carteiros, nossos principais representantes perante a população, possuem alto grau de confiabilidade e se constituem, neste momento, num poderoso contingente na luta contra a dengue”, destacou Wagner Pinheiro, presidente dos Correios.
Dengue em Manaus
De acordo com o último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde (abril), o Amazonas registrou, no primeiro trimestre deste ano, 36.841 notificações de dengue, 407 casos graves e 12 óbitos confirmados da doença. Quase 80% dos registros foram em Manaus (29.318 do total de notificações) – o município com o maior número de casos no País.
Além disso, a capital amazonense já integrava a lista de 70 municípios prioritários para o combate à doença (com risco muito alto, alto e moderado de enfrentarem epidemia), conforme anúncio feito ainda em janeiro pelo Ministério da Saúde.
Fonte:
Ministério da Saúde
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