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Saúde

Saúde realiza pela 1ª vez no País teste rápido da sífilis em aldeias do AM e RR

por Portal Brasil publicado: 25/05/2011 17h47 última modificação: 28/07/2014 12h52

Uma pesquisa inédita do Ministério da Saúde e parceiros rastreou a prevalência de sífilis e HIV na população indígena do Amazonas e Roraima. Até o momento, foram examinados em torno de 45 mil índios que vivem em aldeias —54,7% da população indígena desses estados — e o resultado indica que, nesse grupo, 1,43% dos indígenas são portadores de sífilis — um índice considerado elevado pelos pesquisadores. 

Segundo a pesquisa, que aplicou pela primeira vez no País o teste rápido da sífilis, as áreas onde houve maior incidência da doença  foram na região do Alto Solimões e do Vale do Javari, localizadas na região da Tríplice Fronteira, situação de facilita o contato com não-indígenas.

Já a prevalência de HIV foi de 0,1% na população testada, baixa quando comparada à população geral do País (0.6%).  Em gestantes indígenas, o percentual de sífilis foi 1,03%  um pouco mais baixa que as taxas encontradas em gestantes que moram nos grandes centros urbanos (1,6%); já a prevalência de HIV foi de 0,08%. Os resultados foram apresentados durante o I Encontro de Participantes do Projeto de Teste Rápido que terminou nesta quarta-feira(25), em Manaus (AM).

Até o dia 30 de julho, quando termina a primeira etapa do projeto, a expectativa é de que sejam examinados mais de 80 mil indígenas nos dois estados, alcançando 100% da população dos dois estados e 195 etnias.

Ainda este ano, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do ministério pretende ampliar a testagem para outras comunidades indígenas do País, devido ao contato dos índios com os não-índios.

 

Teste rápido

A pesquisa leva para as aldeias, pela primeira vez, uma tecnologia que oferece o resultado do exame em 20 minutos. Segundo o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves, o projeto buscou vencer as barreiras geográficas para diagnóstico destes agravos. Antes, os pacientes tinham que se deslocar para áreas urbanas para fazer o diagnóstico.

A mesma tecnologia será utilizada em gestantes em todo o País, por meio da Rede Cegonha.

Ainda de acordo com a pesquisa, fatores externos e internos contribuem para a vulnerabilidade indígena: entre os externos, estão a ocupação ilegal de não indígenas, turismo e a presença de organizações não governamentais. 

Já os fatores internos, segundo os pesquisadores são o desconhecimento sobre DST/Aids, o uso de álcool, a presença de comunidades indígenas em centro urbanos, as migrações, as restrições de uso de preservativo e festividades com presença de não indígenas.

A ação é uma parceria da secretarias Especial de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta (FUAM), da Fundação Bill & Melinda Gates e da Organização Mundial de Saúde (OMS). 


Fonte:
Ministério da Saúde

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