Saúde
Tocantins quer manter taxa recorde de vacinação de animais contra aftosa
Depois de atingir a taxa recorde de imunização de 99,5% dos 3,5 milhões de animais em idade vacinal, na campanha do ano passado, o estado de Tocantins pretende manter a média na primeira etapa do calendário nacional de vacinação contra a febre aftosa em 2011.
No estado, cerca de 7,9 milhões de animais do rebanho estadual, independentemente da faixa etária, recebem doses da vacina. A imunização segue até 31 de maio, em todo o País. Depois do encerramento do prazo, os criadores têm até dez dias para entregar a declaração de vacinação num dos 139 escritórios de atendimento à comunidade.
O responsável pelo programa de erradicação e prevenção à doença no estado, Luis Eduardo Rocha, afirma que a atenção é maior nos sete municípios que integram a zona de proteção ─ Barra do Ouro, Campos Lindos, Goiatins, Lizarda, Mateiros, Recursolândia e São Félix do Tocantins.
As cidades estão situadas na região que faz divisa com Maranhão e Piauí ─ estados com status de risco médio para aftosa ─ e passaram a ser reconhecidas pelo Ministério da Agricultura como livres da doença com vacinação apenas no final de 2010.
O restante do Tocantins é classificado como imune à aftosa com aplicação de vacina pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) desde 2000. “Nesses municípios há uma intensificação das vacinações acompanhadas e fiscalizadas pelo serviço oficial”, ressalta Luis Eduardo Rocha.
Na segunda fase da campanha, em novembro, a imunização será parcial, pois somente serão vacinados os animais com até 24 meses de idade.
Pernambuco
Nas propriedades de Pernambuco, a expectativa é imunizar todo o rebanho bovino e bubalino do estado, composto por cerca de 2,2 milhões de cabeças. Na última etapa, em outubro de 2010, 91,8% dos animais foram imunizados.
A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) fez a doação de 400 mil doses de vacina contra a doença. O medicamento é destinado aos bovídeos localizados em áreas consideradas de maior risco, como assentamentos, comunidades indígenas e quilombolas.
A maior parte do gado pernambucano está localizada em pequenas propriedades e é formado por bovinos para a produção de leite. Também existem criadores de animais de alta linhagem genética no estado.
Após o fim do prazo para a aplicação da vacina – 31 de maio –, os produtores têm até 15 dias para entregar a declaração de vacinação nos 141 escritórios da agência de fiscalização no estado. Neste ano, as autoridades solicitam que os pecuaristas devolvam os frascos vazios para reciclagem.
Pernambuco é classificado nacionalmente como risco médio em relação à doença. Todo o rebanho bovídeo do estado voltará a ser imunizado na segunda fase do calendário nacional de vacinação, marcada para ocorrer a partir do dia 1º de novembro.
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