Saúde
Fogos de artifício causaram mais de 1.300 internações em três anos
O Ministério da Saúde lançou um alerta nesta quarta-feira (15) para os riscos de queimaduras e acidentes pelo manuseio inadequado de fogos de artifício durante as festas juninas. Além de mortes, o uso de fogos de artifício pode provocar queimaduras, lesões com lacerações e cortes, amputações de membros, lesões de córnea ou perda da visão e lesões auditivas, reforça o ministério.
De 2008 a abril de 2011, 1.382 pessoas foram internadas para tratamento de queimaduras por acidentes com fogos de artifício, com destaque para os estados da Bahia (296 hospitalizações), São Paulo (289) e Minas Gerais (165). Em média, são registradas mais de 100 internações durante o período de festas juninas, que têm início nas quermesses de maio e vão até julho, dependendo da região. No ano passado, 168 pessoas foram internadas neste período.
Entre 1996 e 2009, 122 pessoas foram vítimas fatais de acidentes por queima de fogos, em todo o País. Neste período, a região Nordeste apresentou 48 óbitos, perfazendo 39% dos casos registrados em todo o país no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Em seguida, aparecem as regiões Sudeste, com 41 óbitos (34% dos casos) e Sul, com 21 óbitos (17%). Já o Centro-Oeste e o Norte registraram, juntos, 12 óbitos, equivalentes a 10% dos casos.
“Todo cuidado é pouco quando se trata de fogos de artifício. O ideal é evitar manuseá-los, mas caso tenha que fazê-lo, siga sempre as instruções do fabricante, como jamais carregar bombinhas nos bolsos e nunca acender próximo ao rosto. Também é importante evitar associar a brincadeira com fogos ao uso de bebida alcoólica. Para não transformar a festa junina em uma tragédia, jamais deve se dar qualquer tipo de fogos de artifícios para menores de 18 anos e evite que as crianças estejam expostas aos riscos das explosões”, alerta a especialista Marta Silva, do Ministério da Saúde.
Em caso de acidente, as pessoas devem lavar o ferimento com água corrente, evitar tocar na área queimada e não usar nenhuma substância sobre a lesão – como manteiga, creme dental, clara de ovo e pomadas. Em seguida, o ferido deve ser encaminhado à unidade de saúde mais próxima, para atendimento médico adequado.
Fonte:
Ministério da Saúde
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