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Saúde

Brics terão rede de cooperação para incentivar as indústrias farmacêuticas nacionais

por Portal Brasil publicado: 12/07/2011 10h42 última modificação: 28/07/2014 12h53

Reunidos nesta segunda-feira (11) em Pequim, onde realizam seu primeiro encontro setorial, os ministros da Saúde dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) decidiram criar uma rede de cooperação tecnológica, que impulsionará maior transferência de informações e tecnologia entre os cinco países, além de compor um banco de preços e patentes de medicamentos. 

De autoria brasileira, os dois projetos pretendem reverter a lógica de dependência do produto final estrangeiro, segundo o Ministério da Saúde. A medida também tem como meta incentivar as indústrias nacionais a incorporarem cada vez mais tecnologia. “O primeiro objetivo da reunião foi reafirmar a ideia de uma articulação política para esses países se posicionarem de forma comum nos vários organismos internacionais. Aquilo que nos une é exatamente o tema do acesso aos medicamentos, de como esses países podem de forma articulada se beneficiar de todos os mecanismos para ampliar o acesso e reduzir os preços dos medicamentos”, avalia o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha.

A rede de cooperação tecnológica, segundo a proposta brasileira, envolverá os setores público e privado para fomentar as indústrias nacionais. Já o banco de preços e patentes de medicamentos pode auxiliar o Brasil a aumentar o acesso a medicamentos por reduzir o preço das compras. 

Em um mercado que chega quase à metade da população mundial, afirma Padilha, o banco será um mecanismo importante para a redução de custos e para ampliar o acesso a tratamento contra doenças infecciosas e crônicas não transmissíveis.

O funcionamento da rede será definido na próxima Reunião dos Ministros da Saúde dos Brics, em setembro, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Antes disso, no entanto, uma ação conjunta entre as agências sanitárias e autoridades reguladoras dos diferentes países ainda pode ser realizada, adianta Padilha. “Isso é imprescindível para o maior acesso a medicamentos e para a inspeção da produção. E de uma forma geral a posição foi de consenso”, afirma.


Fonte:
Ministério da Saúde

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