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Saúde

Governo prepara plano nacional contra doenças crônicas não transmissíveis

por Portal Brasil publicado: 26/07/2011 10h48 última modificação: 28/07/2014 12h53
Divulgação/ Ministério da Saúde Estima-se que 63% das mortes no mundo, em 2008, tenham ocorrido por DCNT, um terço delas em pessoas com menos de 60 anos de idade

Estima-se que 63% das mortes no mundo, em 2008, tenham ocorrido por DCNT, um terço delas em pessoas com menos de 60 anos de idade

Um plano de ações estratégicas para combater as chamadas doenças crônicas não transmissíveis — como diabetes, doenças respiratórias e cardiovasculares — está sendo preparado pelo Ministério da Saúde para ser aplicado em todo o País, mas também vai contar com a ajuda da população. A partir desta segunda-feira (25), o ministério recebe contribuições da sociedade civil e demais parceiros para consolidar o plano, que será implantado nos próximos dez anos.

A proposta deve conter uma série de medidas para reduzir as internações e mortes prematuras causadas por doenças, além de promover ações para estimular hábitos mais saudáveis na população. A meta do Ministério da Saúde é de reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis, ou seja, com  menos de 70 anos de idade. Essas doenças são responsáveis por quase 70% de todos os óbitos no País.

No Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis são a principal causa de morte, concentrando 67,3% do total de óbitos, em 2007. Entre elas, as que mais matam são as doenças cardiovasculares (29,4%), o câncer (15,1%), as doenças respiratórias crônicas (5,6%) e o diabetes mellitus (4,6%). O enfrentamento dessas doenças é uma preocupação mundial: estima-se que 63% das mortes no mundo, em 2008, tenham sido causadas por elas, sendo que um terço desse total diz respeito a pessoas com menos de 60 anos de idade.

“Ninguém deve começar a prevenção e a promoção com os primeiros sintomas dessas doenças. Por isso, queremos sensibilizar toda a sociedade para um problema que já começa na infância e na adolescência, em consequência do aumento no índice de obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada”, alerta o ministro da Saúde.


Metas

O plano contempla ações como o programa Saúde Toda Hora, que reorganiza e qualifica da rede de atenção às urgências. Uma dessas estratégias é a atenção domiciliar para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com dificuldades de locomoção ou pessoas que precisem de cuidados regulares ou intensivos, mas não de hospitalização. Nos hospitais, serão criadas Unidades Coronárias, Leitos de Retaguarda e Unidades de Atenção ao Acidente Vascular Cerebral. A distribuição gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes desde o começo deste ano também é uma das estratégias.

Segundo o ministério, o combate ao câncer deve ocorrer com uma cobertura dos principais exames preventivos de câncer de colo de útero (papanicolau) e de mama (mamografia) em pelo menos 95% das mulheres na idade recomendada para tais exames.

O Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre 25 e 59 anos tenham feito papanicolau pelo menos uma vez nos últimos três anos. No caso da mamografia, a recomendação é que mulheres de 50 a 69 anos tenham feito o exame pelo menos uma vez nos últimos dois anos. De acordo com o Vigitel 2010, o percentual de mulheres que realizaram papanicolau na idade indicada varia de 75,7%, nos estados do Centro Oeste, para 88,4%, nos do Sul. No caso da mamografia, a variação regional foi de 62,8%, no Norte, a 78,6%, no Sul.

Para participar da proposta, a população deve acessar o endereço do ministério. Na página, é possível acessar formulário específico para enviar sugestões ao plano. Depois desta etapa, o documento preliminar 

será levado a um forum de discussão, previsto para ocorrer em Brasília, nos próximos dias 18 e 19.


Fonte:
Ministério da Saúde 

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