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Saúde

Profissionais do SUS são treinados para atuar em casos de violência contra crianças e adolescentes

por Portal Brasil publicado: 14/07/2011 10h35 última modificação: 28/07/2014 12h53

Agentes da rede pública de saúde serão treinados ao longo desta semana sobre como prestar assistência a crianças e adolescentes que passaram por situações de violência psicológica, física, sexual ou negligência. No encontro em Brasília, o Ministério da Saúde vai orientar, a princípio, 20 profissionais que atuarão como multiplicadores em seus estados. A meta do Ministério da Saúde é ter mais de 600 profissionais capacitados atuando como multiplicadores.

A atividade começou nessa quarta-feira (13) e segue até sexta-feira (15), na Fiocruz de Brasília. A primeira oficina de capacitação ocorreu no mês passado, em Recife, e contou com a participação de profissionais de saúde dos municípios das regiões Nordeste, Sul e Sudeste.

O Sistema de Vigilância de Violência e Acidentes (Viva) registrou, em 2010, 68.415 mil notificações em 1.473 municípios, sendo que destas 16.185 foram em crianças e 23.307 em adolescentes. Dos casos registrados com crianças, 35% sofreram algum tipo de violência sexual ou negligência/abandono. Já no caso dos adolescentes, o maior percentual foi de violência física (60%).


Abordagem

O que os profissionais vão aprender ao longo do curso é o modelo de cuidado e atenção a todos os tipos de violência (psicológica, física, sexual e negligência), que deve ser seguido por todos os profissionais de saúde do País. O material apresenta uma estratégia de abordagem em quatro etapas.

A primeira etapa trata do acolhimento, em como receber as vítimas com atitudes positivas e de proteção, fornecendo, inclusive, aconselhamento familiar. A segunda etapa consiste no diagnóstico, em como fazer o exame físico e avaliação psicológica e encaminhamento da vítima para o tratamento adequado.

A terceira etapa é a notificação. O profissional deve notificar o caso e encaminhar ao Sistema de Vigilância de Violência e Acidentes, comunicar o caso ao Conselho Tutelar de forma ágil e acionar o Ministério Público quando necessário. E a última etapa é o acompanhamento, que recomenda o planejamento individualizado para cada caso e o monitoramento dos sintomas até a alta da vítima.


Fonte:
Ministério da Saúde

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