Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2011 > 09 > Câncer de mama e de colo do útero têm mais chances de cura se descobertos cedo

Saúde

Câncer de mama e de colo do útero têm mais chances de cura se descobertos cedo

Ações preventivas contra o câncer

Os dois tipos mais freqüentes de câncer que aparecem na população feminina brasileira, estão também entre os mais mortais
por Portal Brasil publicado: 06/09/2011 13h58 última modificação: 28/07/2014 12h56
Após a detecção da doença, o paciente é submetido a exames de imagem como ultrassom e radiografia

Após a detecção da doença, o paciente é submetido a exames de imagem como ultrassom e radiografia

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente de câncer no mundo, e o mais comum entre as mulheres. Ele é seguido pelo câncer de colo de útero, o segundo que mais aparece na população feminina, e que constitui a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. 

Os dois tipos de câncer, contudo, têm chances altíssimas de cura caso descobertos em estágios iniciais. Para a mama, a cura fica em torno de 90% se o tumor for diagnosticado precocemente. No caso do colo do útero, chega a 100%. “A cura é tão alta, quanto mais cedo for descoberto e, para isso, a única coisa que as mulheres precisam fazer são os exames de prevenção, que são simples e estão disponíveis na rede pública”, explica Alexandre Pupo, ginecologista com especialidade em câncer de mama e ginecológico do Hospital Sírio-Libanês (São Paulo-SP).

Além da realização de exames preventivos periódicos, é importante, segundo os médicos, estar atenta aos fatores de risco e de proteção. Atitudes simples como manter uma alimentação saudável e peso adequados, por exemplo, ajudam na prevenção do câncer de mama. O consumo de gordura animal faz com que sejam acumuladas substâncias tóxicas ao organismo que não são eliminadas. Elas agem no corpo como o estrogênio, favorecendo o câncer de mama.

A hereditariedade também é um fator que influencia no aparecimento do câncer de mama. Cerca de 10% dos casos da doença são ocasionados por uma mutação genética hereditária. Portanto, mulheres que já tiveram tias, primas, mãe ou outro parente próximo com o tumor, devem começar a fazer exames preventivos mais cedo. “Se uma prima, por exemplo, teve câncer de mama aos 40 anos, a mulher deve começar a fazer mamografia dez anos antes desta idade, aos 30, portanto, neste caso”, diz Pupo, do Sírio-Libanês.

O adiamento da primeira gravidez para depois dos 30 anos também é fator que traz maior risco de câncer de mama, já que o organismo fica sendo mais tempo bombardeado por estrogênio, um hormônio que favorece o câncer de mama. Segundo Alfredo Barros, mastologista do Hospital Sírio-Libanês, essa mudança no hábito das mulheres fez a incidência do tumor aumentar muito no século XX. Já a ausência de gestações faz com que a mulher deixe de receber alguns hormônios protetores produzidos pela placenta. A amamentação por períodos menores, outro hábito que tem se tornado regra, segundo o médico, também traz maior risco de câncer de mama.

Quanto à pílula anticoncepcional, de acordo com o INCA, ainda não há comprovação de que seja um favorecedor do aparecimento desse tipo de tumor.  Já a ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, também é contra-indicada.

No caso do colo de útero, o principal fator de risco é o HPV, ou papilomavírus, sexualmente transmissível. Quase 100% dos tumores de colo de útero tem origem do HPV. Contudo, é importante ressaltar que apenas cerca de 2% das mulheres que foram infectadas por HPV costumam apresentar o tumor. “Muitas das lesões que surgem pelo HPV acabam regredindo espontaneamente e só precisam de uma observação clínica”, diz Glauco Baiocchi Neto, diretor de Ginecologia do Hospital A. C. Carmargo (São Paulo-SP). A prevenção do HPV é feita por meio de uso de preservativo. Também há no mercado brasileiro vacinas para duas variedades do vírus.

Outros fatores que podem facilitar o aparecimento do câncer de colo de útero são o tabagismo e o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

“De forma geral, manter uma boa qualidade de vida e fazer os exames periódicos já é bastante importante para se proteger dessas duas doenças”, diz Pupos, do Sírio-Libanês.

Fontes:

Ministério da Saúde

Hospital Sírio-Libanês

Hospital A. C. Camargo

Instituto Nacional do Câncer (INCA)

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

Missão Transplante

Últimos vídeos

Novo calendário de residência médica permitirá redução das vagas ociosas
A trajetória de estudo de um profissional de medicina inclui a fase de residência médica. Uma medida anunciada pelo governo federal visa reduzir o número de vagas ociosas para quem quer ingressar na carreira
Municípios de São Paulo receberão recursos para investir em saúde
O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (10). No mesmo dia, o estado de São Paulo recebeu novas ambulâncias para renovar a frota do Samu
Anvisa atualiza regras para rótulos de bronzeadores
Norma estabelece advertência de rotulagem específica para os ativadores/aceleradores de bronzeado
A trajetória de estudo de um profissional de medicina inclui a fase de residência médica. Uma medida anunciada pelo governo federal visa reduzir o número de vagas ociosas para quem quer ingressar na carreira
Novo calendário de residência médica permitirá redução das vagas ociosas
O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (10). No mesmo dia, o estado de São Paulo recebeu novas ambulâncias para renovar a frota do Samu
Municípios de São Paulo receberão recursos para investir em saúde
Norma estabelece advertência de rotulagem específica para os ativadores/aceleradores de bronzeado
Anvisa atualiza regras para rótulos de bronzeadores

Últimas imagens

Gasto federal com terapia renal tem evoluído percentualmente mais do que a quantidade realizada
Gasto federal com terapia renal tem evoluído percentualmente mais do que a quantidade realizada
Divulgação/Governo de Sergipe
Como a doença é considerada rara, Lynparza (olaparibe) teve sua análise priorizada pela Anvisa
Como a doença é considerada rara, Lynparza (olaparibe) teve sua análise priorizada pela Anvisa
Divulgação/Anvisa
A ocorrência de dependência com o uso do Mevatyl é improvável
A ocorrência de dependência com o uso do Mevatyl é improvável
Divulgação/Anvisa
Cartilha visa despertar olhar infantil para conhecimento sobre biologia e principais criadouros do mosquito
Cartilha visa despertar olhar infantil para conhecimento sobre biologia e principais criadouros do mosquito
Foto: Luiz Granzotto/Prefeitura de Campinas
Na arteterapia, a arte é usada como parte do processo terapêutico
Na arteterapia, a arte é usada como parte do processo terapêutico
Kássio Pereira/Governo do Paraná

Governo digital