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Saúde

Brasil quer que 16 estados sejam reconhecidos pela OIE como livres de febre aftosa sem vacinação

por Portal Brasil publicado: 26/10/2011 15h49 última modificação: 28/07/2014 12h50

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pretende que, até 2013, 16 estados brasileiros sejam reconhecidos internacionalmente como áreas livres de febre aftosa, sem vacinação. No momento, apenas Santa Catarina detém esse reconhecimento da Organização de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês). O Rio Grande do Sul está entre os estados livres da aftosa, mas com vacinação.

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Guilherme Henrique Marques, os estados do Maranhão, Piauí e Pernambuco já estão em condições de iniciar o processo epidemiológico, com a correção de determinadas ações, para ter o reconhecimento de áreas livres da febre, com vacinação. Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas ainda precisam corrigir as estruturas de controle de forma mais incisiva para obter o reconhecimento.

O diretor destaca que durante todo o mês de novembro o rebanho nacional deve ser vacinado contra a aftosa. A campanha nacional começa na terça-feira (1º). De acordo com ele, o pecuarista que não vacinar o rebanho será multado, pode ter a propriedade interditada e os animais que circularem de um estado para o outro correm o risco de ser sacrificados.

“[Os pecuaristas] devem, inclusive, denunciar propriedades vizinhas que não fazem a prevenção do rebanho, pois, se uma região tiver problemas, os efeitos podem afetar os vizinhos, provocando grandes prejuízos”, disse o diretor durante entrevista nesta quarta-feira (26) ao programa Brasil em Pauta, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, em parceira com a EBC Serviços. Ele ressaltou que o País consome 85% da carne bovina que produz e exporta o restante, o que rende R$ 10 bilhões à balança comercial.

A estimativa do ministério é que 190 milhões de cabeças de gado sejam vacinadas no País. No total, 20 mil profissionais trabalham na área de defesa e prevenção sanitária, em todo o Brasil, segundo o diretor.

Segundo ele, com o intuito de evitar que o foco de febre aftosa registrado no Paraguai cause prejuízos ao rebanho nacional, o Brasil reforçou a fiscalização de fronteira, com apoio das Forças Armadas e proibiu a circulação de animais. Qualquer tentativa de burlar a vigilância em passagens clandestinas será considerada crime de contrabando e descaminho, alertou o diretor.

O secretário informou também que vai se reunir em novembro com autoridades da defesa agropecuária da Bolívia para que a campanha de vacinação seja feita lá também. “O Brasil mostra que é um companheiro dos países vizinhos no fortalecimento da estrutura veterinária, como está fazendo também com o Paraguai.”

 

Fonte:
Agência Brasil

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