Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2011 > 11 > SUS mantém epidemia de aids estabilizada no Brasil, diz Ministério da Saúde

Saúde

SUS mantém epidemia de aids estabilizada no Brasil, diz Ministério da Saúde

por Portal Brasil publicado: 28/11/2011 17h24 última modificação: 28/07/2014 12h49

O investimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de saúde, mantém sob controle a epidemia de Aids no Brasil. A avaliação do Ministério da Saúde está no Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde. Segundo o documento, o total de novos casos notificados teve leve redução de 18.8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010. Mesmo assim, em três décadas, 608,2 mil pessoas foram infectadas pelo vírus no Brasil.

Menos de 1% da população de 15 a 49 anos tem Aids – a taxa de prevalência é 0,61% e manteve-se relativamente estável entre 2009 e 2010. A prevalência na população masculina é 0,82% e entre as mulheres 0,41%.

“O Brasil segue a tendência mundial de redução de casos e óbitos ao longo dos anos. As pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença, graças ao acesso aos medicamentos”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele reforçou que o Ministério da Saúde está investindo na expansão da testagem rápida para garantir que o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo. “Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a doença”, destaca.

Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010. “A redução vertical, mesmo num período muito curto, já demonstrou um impacto positivo da ampliação do acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal”, destacou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Em relação à taxa de mortalidade, o boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.

Comparando as regiões do País, o boletim mostra que o maior número de casos da doença está concentrado na região Sudeste – a mais populosa – onde o Ministério da Saúde registra 343.095 casos – 56,4% dos casos já contabilizados do País.


Casos cresceram em grupos específicos

O boletim, no entanto, chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos.  Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com Aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de Aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de Aids notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre jovens.

O quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que acontece em 1 de dezembro.

A campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan “A Aids não tem preconceito. Previna-se”, reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à Aids entre jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/Aids. Também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.


Fonte:
Agência Brasil
Ministério da Saúde

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

Missão Transplante

Últimos vídeos

Parcerias podem oferecer remédios mais baratos a toda população
A parceria entre instituições públicas e privadas para a produção de medicamentos garante que o SUS tenha uma atuação mais ampla na prevenção e no combate a doenças, como febre amarela, HIV e leucemia
Informatização de todas as unidades básicas é uma das principais metas do Ministério da Saúde
Atualmente, dos quase 43 mil postos espalhados pelo País, cerca de 16 mil já estão conectados à plataforma DigiSUS
Campanha vai imunizar 47 milhões de crianças e adolescentes
Público-alvo da nova campanha de vacinação, que segue até 22 de setembro, compreende 47 milhões de crianças e adolescentes de até 15 anos
A parceria entre instituições públicas e privadas para a produção de medicamentos garante que o SUS tenha uma atuação mais ampla na prevenção e no combate a doenças, como febre amarela, HIV e leucemia
Parcerias podem oferecer remédios mais baratos a toda população
Atualmente, dos quase 43 mil postos espalhados pelo País, cerca de 16 mil já estão conectados à plataforma DigiSUS
Informatização de todas as unidades básicas é uma das principais metas do Ministério da Saúde
Público-alvo da nova campanha de vacinação, que segue até 22 de setembro, compreende 47 milhões de crianças e adolescentes de até 15 anos
Campanha vai imunizar 47 milhões de crianças e adolescentes

Últimas imagens

Nos locais onde há Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), iniciativa do SUS, risco de suicídio reduz em até 14%
Nos locais onde há Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), iniciativa do SUS, risco de suicídio reduz em até 14%
Arquivo/Agência Brasil
Recursos permitem custeio de procedimentos de atenção básica e de Média e Alta Complexidade
Recursos permitem custeio de procedimentos de atenção básica e de Média e Alta Complexidade
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Levetiracetam também será incorporado para tratar de pacientes com epilepsia mioclônica juvenil
Levetiracetam também será incorporado para tratar de pacientes com epilepsia mioclônica juvenil
Arquivo/Ministério da Saúde

Governo digital