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Saúde

Saúde lança perfil do câncer para 2012

por Portal Brasil publicado: 24/11/2011 18h30 última modificação: 28/07/2014 12h49

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), do Ministério da Saúde, divulgou nesta quinta-feira (24) a publicação ‘Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasil’. O estudo, que orienta as políticas públicas para o setor, aponta uma estimativa de 520 mil casos novos da doença para o próximo ano. Sete novas localizações de câncer entraram no ranking dos tumores mais frequentes do País.

As estimativas destacam os tipos mais incidentes nas regiões brasileiras, caso do câncer de pele não melanoma, próstata, mama e pulmão. “A divulgação das estimativas disponibiliza aos gestores de saúde e, especificamente, aos da atenção oncológica, informações fundamentais para o planejamento das políticas públicas de forma regionalizada”, diz o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini.

Entre o sexo masculino, desconsiderando o câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata permanecerá como o mais comum, seguido pelo de pulmão, cólon e reto, estômago, cavidade oral, laringe e bexiga. Já nas mulheres, a glândula tireoide, de modo inédito, aparece no quinto lugar geral, atrás do câncer de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto. Na sequência, vêm os tumores de pulmão, estômago e ovário.

“A melhoria na qualidade dos exames de investigação em casos suspeitos, contribui para a exatidão do diagnóstico do câncer da tireoide.  Isso se reflete no aumento do número de casos desse tipo de tumor.”, diz a responsável pelo serviço de endocrinologia do Inca, Rossana Corbo.

A novidade dessa edição é que foram incluídas sete novas localizações de tumores no estudo, a bexiga, ovário, tireoide (nas mulheres), Sistema Nervoso Central, corpo do útero, laringe (nos homens) e linfoma não Hodgkin.

Os especialistas consideram que as estimativas sejam a principal ferramenta de planejamento e gestão da saúde pública na área oncológica no Brasil. Isso porque fornecem as informações necessárias para a elaboração das políticas públicas de saúde voltadas para o atendimento da população.

 

Investimento

O Ministério da Saúde irá fechar o ano de 2011 com investimento de R$ 2,2 bilhões para a área de atenção oncológica. Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo para alguns tipos de câncer como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda.

O ministério destinou, em 2011, cerca de R$ 261 milhões a ações de prevenção ao câncer de mama (R$ 176 milhões) e de colo de útero (R$ 85 milhões). Nos últimos 12 anos, os gastos federais com a assistência oncológica no País quadruplicou, passando de R$ 470, 5 milhões (em 1999) para R$2,2 bilhão.

A quantidade de procedimentos oncológicos oferecidos aos pacientes do SUS aumentou em 41%. Em 2003, foram 19,7 milhões e a projeção para até o fim do ano é de 27,8 milhões de procedimentos.

Na área da pesquisa, o ano passado foi marcado pelo Lançamento da Rede Nacional de Pesquisa Clínica em Câncer (RNPCC), que visa conduzir estudos nacionais em oncologia. Além disso, esse ano, o País contou com o lançamento dos projetos da Unidade de Estudos de Fase I, do Inca e da Rede Nacional de Desenvolvimento de Fármacos Anticâncer (Redefac).

 

Fonte:
Ministério da Saúde 

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