Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2012 > 01 > AGU assegura cumprimento de norma da Anvisa sobre comercialização de produtos farmacêuticos

Saúde

AGU assegura cumprimento de norma da Anvisa sobre comercialização de produtos farmacêuticos

por Portal Brasil publicado: 17/01/2012 20h44 última modificação: 29/07/2014 09h10

Embora o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sincofarma) conteste a Resolução nº 44/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe as farmácias e as drogarias de venderem produtos que não sejam medicamentos e as obrigam a colocar medicamentos isentos de prescrição fora do alcance direto do público, a Advocacia-Geral da União (AGU) demonstrou a legalidade da norma na Justiça.

Os procuradores federais ressaltaram que a resolução tem como objetivo proteger e defender a saúde da população. Eles explicam que a competência da Anvisa para editar este tipo de norma está fundamentada em diversas leis, bem como de acordo com a Constituição Federal, a Lei Orgânica da Saúde e o Código de Defesa do Consumidor.

A AGU destacou ainda que, conforme informações prestadas pela Anvisa, a resolução foi editada após diversos estudos técnicos e ampla discussão de âmbito nacional e internacional por meio de consultas públicas. Ainda segundo a autarquia, a norma decorreu da verificação de que as farmácias e drogarias no País têm cada vez mais se aproximado de estabelecimentos comerciais comuns, e disponibilizando produtos e serviços não ligados à saúde. Para a agência, isso coloca em risco a saúde da população.

Defesa

Os procuradores federais, ao rebaterem os argumentos do sindicato que pediu que a resolução fosse anulada, destacaram que a comercialização de medicamentos com outros produtos diversos da finalidade sanitária prejudica a adequada percepção por parte da população do papel que as farmácias e drogarias devam desempenhar, além de contribuir para a prática da automedicação e do uso indiscriminado de medicamentos, propiciando sérios danos à saúde da população.

A Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região (PRF1) e a Procuradoria Federal junto à autarquia (PF/Anvisa) sustentaram também que, mesmo antes da edição da resolução, as farmácias e drogarias não poderiam utilizar qualquer dependência do estabelecimento para fim diferente do licenciamento, conforme determinam a Lei nº 5.991/73 e o Decreto nº 74.170/74.

A Instrução Normativa n.º 10/09, que restringe a exposição dos medicamentos isentos de prescrição em farmácias e drogarias, também estava sendo questionada pelo sindicato. As procuradorias, no entanto, esclareceram que a autarquia adotou a restrição em atenção ao princípio da precaução, para evitar o uso indiscriminado de medicamentos no País que podem causar intoxicação e reações adversas.

Os procuradores federais destacaram ainda que a garantia constitucional à saúde deve prevalecer sobre o princípio do livre exercício da atividade econômica, de forma que o Estado pode limitar sua atuação em benefício da saúde pública, utilizando-se do seu poder normativo.

Decisão

O juízo da 22ª Vara do Distrito Federal acolheu os argumentos da AGU. Na decisão, foi ressaltada, entre outros pontos, que a Instrução Normativa nº 10/09 visa inibir a automedicação, além de destacar que a saúde pública corre risco quando o consumidor é estimulado à automedicação.

 

Fonte:
AGU

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos para todos
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Mais Médicos para todos

Últimas imagens

Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Divulgação/Agência Brasil
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Divulgação/Blog Planalto
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Divulgação/EBC
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Divulgação/Governo Maranhão

Governo digital