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Saúde

SUS passa a oferecer Terapia de Indução de Imunotolerância para hemofílicos tipo A

por Portal Brasil publicado: 04/01/2012 15h51 última modificação: 29/07/2014 09h10

No Dia Nacional do Hemofílico, lembrado nesta quarta-feira (4), o Sistema Única de Saúde (SUS) passa a oferecer Terapia de Indução de Imunotolerância para tratamento da hemofilia do tipo A. O procedimento consiste no uso de medicamentos que eliminam os inibidores de Fator de Coagulação VIII, que aparecem durante os tratamentos convencionais e impedem a coagulação, provocando hemorragias de difícil controle.

A hemofilia é uma doença hemorrágica, de herança genética, sem cura que leva à perda de mobilidade do paciente. Pessoas com essa doença têm deficiência de Fator VIII (hemofilia A) ou de Fator IX (Hemofilia B), responsáveis pela coagulação. No tratamento comum, o paciente recebe aplicação desses fatores no organismo periodicamente e de forma ininterrupta. Os medicamentos convencionais fazem surgir inibidores ao Fator VIII, levando o organismo à resistência ao tratamento.

“Uma das complicações mais temíveis em pacientes com hemofilia refere-se ao aparecimento de inibidores. Neste caso, os pacientes acometidos passam a não responder à infusão do fator deficiente e apresentam episódios hemorrágicos de difícil controle”, explica o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.

A Terapia de Indução de Imunotolerância elimina esses inibidores. Ela é indicada para pacientes com até dez anos de idade e que tenham tido resistência ao medicamento por mais de seis meses. “Os medicamentos usados no momento certo contribuem para o desaparecimento de inibidores, fazendo com que a doença se normalize e, com isso, o paciente tenha a oportunidade de receber a dose domiciliar, ganhando mais independência para aumentar sua qualidade de vida”, acrescenta Genovez.

O SUS oferece 150 milhões de unidades de UI (Unidades Internacionais) de Fator VIII para utilização na Terapia de Indução de Imunotolerância, que custaram R$ 26 milhões. Para ter acesso ao tratamento, os pacientes precisam estar cadastrados em um dos 35 Centros de Tratamento de Hemofilia (CTH) do País, onde recebem orientação e acompanhamento.

No último mês de dezembro, o SUS passou a oferecer a chamada Profilaxia Primária para o tratamento de hemofilia grave dos tipos A e B. O procedimento preventivo à doença é indicado para pacientes com até 3 anos de idade que tenham tido até uma ocorrência de sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose).

Atualmente, 15 mil portadores da doença são assistidos pela rede pública de saúde e recebem medicamentos pelo SUS, incluindo aqueles que possuem convênios e planos de saúde ou que recorrem ao sistema privado de saúde. Desse total, 10.464 mil são cadastrados como hemofílicos A e B.

 

Fonte:
Ministério da Saúde

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