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Saúde

Paciente com gangrena terá atenção multidisciplinar em hospital do Rio de Janeiro

por Portal Brasil publicado: 14/02/2012 12h37 última modificação: 29/07/2014 09h08

Novos protocolos de atendimento aos pacientes com gangrena diabética estão sendo implantados no Hospital Municipal Miguel Couto (RJ) e prometem dar atendimento multidisciplinar a esses pacientes até a realização da operação. A unidade é referência em cirurgia vascular e recebe, em média por dia, três pacientes com necrose em decorrência da obstrução das artérias causada pela diabetes.

Os novos protocolos foram desenvolvidos pelo Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), instituído na unidade pela ação S.O.S Emergências, do Ministério da Saúde, que é executada em parceria com estados e municípios para qualificar a gestão e o atendimento nas grandes emergências que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os protocolos serão aplicados a partir do acolhimento do doente na emergência. Esses pacientes costumam ficar de sete a dez dias internados para tratamento com antibióticos e realização de exames específicos. Só então podem ser submetidos a cirurgias de revascularização, para tentar salvar a parte do membro ainda não atingida pela gangrena, e de amputação da área necrosada.

De acordo com o diretor do Hospital Miguel Couto, Luiz Alexandre Essinger, apesar da ampliação das ações e exames oferecidos na rede básica de saúde para o diagnóstico e tratamento de diabetes , muitas pessoas desconhecem ter a doença. A maioria só procura atendimento médico ao perceber a necrose (apodrecimento) do tecido, normalmente dos dedos dos pés, quando a amputação já é inevitável.

Equipamentos que serão adquiridos com recursos do S.O.S Emergências, como dois novos aparelhos de raio-x arco em C ajudarão nas cirurgias vasculares tão logo o paciente possa ser operado. Também será traçado um perfil desses usuários, mostrando de onde vêm, se tiveram a diabetes diagnosticada anteriormente e por que não procuraram tratamento mais cedo. O relatório com essas informações vai auxiliar o desenvolvimento de novas estratégias na rede básica para dar atendimento precoce a esses quadros.

Há ainda a possibilidade de inclusão desses pacientes no programa de Atenção Domiciliar (AD), reduzindo o tempo médio de internação pós-operatória, hoje em torno de 15 dias a um mês.  Assim, a troca de curativos, fundamental no período de cicatrização, passa a ser feito em casa pela equipe AD e por familiares capacitados.

Atualmente, Miguel Couto contra com o Programa de Atenção Domiciliar do Idoso (Padi), da Secretaria Municipal de Saúde, que atende em casa cerca de 40 pacientes vasculares de um total de 150 usuários. Com o programa Melhor em Casa, ação do Ministério da Saúde que também prevê atendimento em domicílio, o número de pessoas com problemas vasculares poderá ser ampliado.

O hospital está fortalecendo o ambulatório de cirurgia vascular para acompanhamento das pessoas que sofreram amputação e precisam de revisão e cuidados constantes para evitar a ocorrência de novas necroses. São pacientes que vão depender de palmilhas ou sapatos adequados e atenção para feridas para que não infeccionem. Neste ambulatório, são feitos 20 atendimentos por dia. O Hospital Miguel Couto espera pactuar com outras unidades da rede SUS, inclusive em municípios vizinhos que também mandam doentes para serem operados no hospital, a criação de serviços locais que também possam oferecer este tipo de atendimento.

 

Fonte:
Ministério da Saúde

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