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Saúde

Anvisa: maioria dos cruzeiros da temporada 2011-2012 tem boas condições sanitárias

por Portal Brasil publicado: 19/03/2012 18h20 última modificação: 29/07/2014 09h07
Divulgação/ Anvisa Todos os navios de cruzeiro que circulam na costa brasileira passam por inspeções sanitárias da Anvisa

Todos os navios de cruzeiro que circulam na costa brasileira passam por inspeções sanitárias da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta segunda-feira (19), um ranking com a classificação sanitária dos 18 navios de cruzeiro que ficam na costa brasileira durante toda a temporada 2011-2012. A lista classifica os navios em quatro categorias: A, B, C e D, de acordo com o grau de risco para a saúde que cada embarcação apresentou na primeira fiscalização realizada pela agência, na chegada desses cruzeiros ao Brasil.

A maioria das embarcações (11) encontra-se na categoria B, ou seja, com boas condições sanitárias (acima da média). Quatro navios apresentaram excelentes condições e foram englobadas no padrão A da Anvisa.

Por outro lado, as embarcações Grand Holiday e MSC Armonia foram classificadas na categoria C, que abrange os navios em condições sanitárias satisfatórias (na média). Já o navio Grande Amazon foi o único que, do ponto de vista sanitário, apresentou condições inadequadas e foi enquadrado na categoria D. Embarcações da categoria D precisam fazer correções imediatas para serem autorizadas a continuar a navegação de rotina.

“Acreditamos que o fato de 80% dos navios de cruzeiros analisados estarem em boas ou excelentes condições sanitárias se deve ao trabalho constante da agência no aprimoramento dos regulamentos técnicos e a padronização dos roteiros de inspeção”, explica o diretor da Anvisa, Agenor Álvares. Esta é a primeira vez que a agência divulga um ranking com a classificação de segurança sanitária dos navios de cruzeiro.

De acordo com Álvares, as informações sobre os resultados das inspeções mais recentes realizadas pela agência nos navios de cruzeiro, também ficam disponíveis em tempo real em um hotsite sobre o assunto. “É importante que a população acesse o ambiente virtual para conhecer, além dos resultados, quais medidas deve adotar para evitar transtornos de saúde durante as viagens de cruzeiro”, afirma.

Principais problemas

Apesar de a maioria das embarcações estarem classificadas nos padrões A e B, as principais irregularidades encontradas durante as inspeções estão relacionadas aos serviços de alimentação, falha no monitoramento dos padrões de potabilidade da água e a presença de objetos estranhos na sala de ar condicionado. “Essa informação aponta para a necessidade de pensarmos em ações específicas de intervenção sanitária para o setor de alimentação dos navios de cruzeiro, pois detectamos uma tendência, ao longo das últimas temporadas, de problemas nesses setores da embarcação”, defende Álvares.

Na última temporada (2010-2011), 38% dos casos de doença a bordo de navios de cruzeiro foram de diarreia aguda, tendo como principal agente causador o norovírus. Esse vírus é, geralmente, transmitido por meio da ingestão de alimentos contaminados.

Apesar da fácil disseminação e contágio, as infecções por norovírus, em geral, não são graves. Os sintomas se iniciam de 24 a 48 horas após a contaminação e são marcados por um quadro de diarreia aguda.
No que diz respeito aos serviços de alimentação, além do risco de contaminação cruzada, foram detectadas falhas no controle de temperatura de alimentos. Outra irregularidade frequente é a existência de alimentos fracionados sem identificação e a constatação de alimentos fora do prazo de validade.

Classificação

A classificação dos navios de cruzeiros em uma das quatro categorias considerou dois quesitos variáveis: o índice de conformidade e a pontuação de risco. O primeiro corresponde à porcentagem dos itens do roteiro de inspeção que foram atendidos pela embarcação.

Já o segundo é a somatória dos valores de cada item do roteiro de inspeção que não foi cumprido, de acordo com o risco envolvido. Este índice pode variar de zero (navios com maior índice de segurança possível) a 5 mil (navio com menor índice de segurança possível).

Navios classificados no padrão de qualidade sanitária A apresentam índice de conformidade acima de 95% e índice de risco abaixo de 200. O padrão B envolve embarcações com índice de conformidade entre 90% e 94% e índice de risco entre 200 e 500.

No nível C, estão os cruzeiros que apresentam índice de conformidade entre 85% e 89% e índice de risco entre 500 e 800. Já as embarcações do nível D estão com índice de conformidade menor de 85% e índice de risco maior que 800.

Inspeção

Todos os navios de cruzeiro que circulam na costa brasileira passam por inspeções sanitárias da Anvisa. Nestas inspeções, realizadas de surpresa, os fiscais da agência verificam todos os controles da embarcação referentes à segurança sanitária dos alimentos preparados e da água para consumo humano ofertados a bordo. Outras áreas e serviços de importância sanitária, como águas recreativas (piscinas, hidromassagens, etc.), limpeza de cabines e ambientes, gerenciamento de lixo, sistema de tratamento de esgoto, controle de vetores e animais peçonhentos e salão de beleza, também são verificados.

As fiscalizações sanitárias de navios de cruzeiro seguem um mesmo roteiro de inspeção para todas as embarcações. No caso da constatação de irregularidades, as embarcações só são liberadas para continuar a navegação de rotina após a correção dos problemas.

A Anvisa também trabalha na consolidação de um ranking para os navios de cruzeiro de longo curso, ou seja, aqueles que apenas fazem escala na costa brasileira. Esse ranking ainda não foi divulgado, segundo a Anvisa, pois muitas dessas embarcações ainda não chegaram ao Brasil.

Fonte:
Anvisa

 

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